Cultura
O filme que está a incomodar Marine Le Pen
Chez Nous, ou Na Nossa Casa, conta a história do envolvimento político de uma enfermeira do norte de França num movimento de extrema-direita. A Frente Nacional contesta a estreia do filme a dois meses da primeira volta das eleições presidenciais francesas.
Há uma mulher loira na liderança de um movimento nacionalista de direita com enorme relevo em França. Não obstante as inegáveis semelhanças, não, não nos referimos a Marine Le Pen. Falamos antes de parte do enredo de um filme.
Chez Nous (Na Nossa Casa), centra-se na história de uma enfermeira (interpretada pela atriz Émilie Dequenne) que alcança enorme visibilidade política na região de Nord-Pas-De-Calais quando se envolve nas ações do partido “Bloco Patriótico”, uma autêntica versão fictícia da Frente Nacional.
O filme chega às salas de cinema francesas a 22 de fevereiro mas já está a incomodar as principais fileiras do partido de extrema-direita. Tudo porque o trailer, divulgado no passado dia 30 de dezembro, mostra pela primeira vez a líder do movimento imaginário, papel interpretado pela atriz Catherine Jacob, com uma caracterização que dificilmente escapa aos paralelismos com a vida real.
As parecenças físicas da personagem com Le Pen são tais que Florian Philippot, vice-presidente da Frente Nacional, considerou que era “um escândalo” e mesmo “inaceitável” que a película estreie dois meses antes do ato eleitoral, já que se trata de um filme “claramente anti-Frente Nacional”.
Gilles Pennelle, dirigente regional do partido, refere que o filme constitui “uma falta de respeito para com os franceses e a sua liberdade de expressão”.
No Twitter, Gilbert Collard, deputado da Frente Nacional, compara mesmo o filme à propaganda nazi durante o III Reich. "Admiradores de Goebbels, os produtores de Chez Nous", escreve.
Lucas Belvaux, o realizador do filme no centro da polémica, nega as acusações: “[Philippot] ainda só viu o trailer, por isso esta é uma controvérsia barata que só serve para evitar o debate sobre a verdadeira mensagem do filme”.
“Não é tanto um filme anti-Frente Nacional, mas antes um filme sobre mensagens populistas e sobre a forma como as pessoas se relacionam com a política. É isso que me interessa, não os partidos políticos”, referiu o realizador belga em declarações à rádio francesa RMC/BFMTV.
O cineasta recusa que este filme seja uma tentativa de influenciar a cena politica em França ou o voto dos eleitores. “Não é um filme militante. (…) Foi feito para provocar discussão, não para provocar ou amedrontar a Frente Nacional”, acrescentou.
Chez Nous (Na Nossa Casa), centra-se na história de uma enfermeira (interpretada pela atriz Émilie Dequenne) que alcança enorme visibilidade política na região de Nord-Pas-De-Calais quando se envolve nas ações do partido “Bloco Patriótico”, uma autêntica versão fictícia da Frente Nacional.
O filme chega às salas de cinema francesas a 22 de fevereiro mas já está a incomodar as principais fileiras do partido de extrema-direita. Tudo porque o trailer, divulgado no passado dia 30 de dezembro, mostra pela primeira vez a líder do movimento imaginário, papel interpretado pela atriz Catherine Jacob, com uma caracterização que dificilmente escapa aos paralelismos com a vida real.
As parecenças físicas da personagem com Le Pen são tais que Florian Philippot, vice-presidente da Frente Nacional, considerou que era “um escândalo” e mesmo “inaceitável” que a película estreie dois meses antes do ato eleitoral, já que se trata de um filme “claramente anti-Frente Nacional”.
Gilles Pennelle, dirigente regional do partido, refere que o filme constitui “uma falta de respeito para com os franceses e a sua liberdade de expressão”.
No Twitter, Gilbert Collard, deputado da Frente Nacional, compara mesmo o filme à propaganda nazi durante o III Reich. "Admiradores de Goebbels, os produtores de Chez Nous", escreve.
Lucas Belvaux, o realizador do filme no centro da polémica, nega as acusações: “[Philippot] ainda só viu o trailer, por isso esta é uma controvérsia barata que só serve para evitar o debate sobre a verdadeira mensagem do filme”.
“Não é tanto um filme anti-Frente Nacional, mas antes um filme sobre mensagens populistas e sobre a forma como as pessoas se relacionam com a política. É isso que me interessa, não os partidos políticos”, referiu o realizador belga em declarações à rádio francesa RMC/BFMTV.
O cineasta recusa que este filme seja uma tentativa de influenciar a cena politica em França ou o voto dos eleitores. “Não é um filme militante. (…) Foi feito para provocar discussão, não para provocar ou amedrontar a Frente Nacional”, acrescentou.