O Spectrum está de volta

Quem não se lembra do ZX Spectrum? O pequeno computador rectangular, com teclas de borracha, lançado nos anos 80, primeiro com 16K e logo de seguida com 48K. Foi, mais precisamente, em 1982. Vinte e três anos depois, é novamente possível jogar ao Jet Pac ou ao Decathlon.

Alexandre Brito, RTP /
Os jogos do ZX Spectrum estão disponíveis na Internet DR

As gerações mais novas de jogadores de computadores devem olhar para o pequeno Spectrum como ultrapassado e desinteressante. A primeira afirmação será inquestionavelmente verdadeira. O Spectrum não é deste tempo. Mas quanto à segunda, tenho a certeza que a “geração Sinclair” terá uma opinião completamente diferente.

O ZX Spectrum foi criado por um inglês chamado Clive Marles Sinclair. É ele o responsável por aquele que terá sido o computador britânico mais famoso de todos os tempos. E o brinquedo que fez as maravilhas de milhares, senão milhões de crianças e adultos em todo o Mundo.

O computador de Sinclair era tão famoso que Margaret Tatcher chegou a apresentá-lo pessoalmente ao primeiro-ministro japonês numa visita de Estado. Representava então o “renascimento” da indústria britânica.

Sinclair fez fortuna com a pequena máquina, e chegou mesmo a receber o título de Sir pela Rainha de Inglaterra.

Os jogos

Em http://zxspectrum.cjb.net/ é agora possível recordar os jogos de várias memórias. A Internet aproxima o computador de 1982 à actualidade. E com uma mais valia: o leitor de cassetes já não é preciso. Quantas vezes, ao fim de alguns minutos, os jogos acabavam por não carregar, para desespero de qualquer um.

A lista de entretenimento disponível é considerável. Destaco apenas alguns jogos de que guardo as melhores recordações.

Está lá, por exemplo, o JET PAC, o astronauta que constrói a sua nave espacial ao mesmo tempo que se escapa dos asteróides.



Está lá também o BOMB JACK, uma espécie de super rato que tem que apanhar as bombas espalhadas pelo monitor. E o SPY HUNTER, HARRIER ATTACK, ARKANOID, DECATHLON entre muitos outros.



É sempre bom recordar e, talvez até, mostrar aos mais novos como é que nos anos 80 se passava o tempo.
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