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Óbidos apresenta Rigoletto de Giuseppe Verdi

Com o magnífico cenário da Vila de Óbidos e o palco instalado na Cerca do Castelo, prossegue esta sexta-feira o Festival de Ópera. Durante o mês de Agosto foram muitos os autores de grandes obras-primas a passar por Óbidos e para amanhã os amantes da música de Giuseppe Verdi terão oportunidade de rever Rigoletto.

RTP /
Os amantes de ópera têm esta sexta-feira oportunidade de recordar Verdi no cenário único da vila de Óbidos RTP

RIGOLETTO DE GIUSEPPE VERDI
ÓPERA EM QUATRO ACTOS
Libreto: Francesco Maria Piave
Direcção Musical: Osvaldo Ferreira
Encenação, Cenários e Figurinos: Tito Celestino da Costa
Direcção Musical de Solista: Maestro João Paulo Santos
Maestro de Coro: Sérgio Fontão
Correpetidor: Joana David
Barítono: Carmelo Corrado Caruso > Rigoletto
Tenor: Marco Alves dos Santos > Duque de Mântua
Soprano: Bárbara Barradas > Gilda
Mezzo: Maria Luísa de Freitas > Maddalena
Baixo: Nuno Dias > Sparafucile
Soprano: Cátia Moreso > Giovanna
Baixo: Dário Russo > Monterone
Barítono: José Corvelo > Marullo
Tenor: Tiago Sepúlveda > Borsa
Barítono: Diogo Oliveira > Conde Ceprano
Soprano: Sofia Castro > Condessa Ceprano/Pagem
Coro Voces Caelestes
Orquestra:
>1.os Violinos: Otto Pereira; Laurentiu Simões; Augusto Trindade; Alexandra Trindade; Emilian Petrov; José Miguel Gomes; Mª João Batista; Nuno Vasconcelos
>2.os Violinos: Emil Chitakov; Helena Duarte; Alexandre Correia; Oxana Temniakova; Ricardo Antunes; Ricardo Queirós
>Violas: Ângela Silva; Ivetta Natzkya; Gina Malina Grigore; Ana Rita
>Violoncelos: Samuel Santos; Ana Catarina Claro; Sunita Mamtani; Rita Ramos
>Contrabaixos: Martin Blanchet; Bruno Vitor; Bruna Domingues
>Flautas: Luis Miguel Garcia; Stefania Bernandi > Oboés: Aldo Salvetti; Eldevina Materula
>Clarinetes: Pedro Nuno; Gemma Page
>Fagotes: Joaquim Moita; Eduardo Sirtori
>Trompas: Todd Sheldrick; Gerome; Thomas Gomes; Tiago Matos
>Trompetes: Scott Natzke; João Mogo
>Trombones: António Santos; André Conde; Pedro Pinto
>Tuba: Sergio Carolino
>Tímpanos/Percussão: Vasco Ramalho; Neuza Felicidade
Direcção de Produção: Tito Celestino da Costa com a colaboração
da Óbidos Patrimonium, E.E.M.
Coordenação de Produção e Assuntos Musicais: Paula Aresta
Direcção de Cena: Carla Lopes e João Soares
Luminotecnia: Pedro Martins
Execução de Guarda-roupa: Beatriz Henriques
Execução de Cenários: Óbidos Patrimonium, E.E.M. e Ana Monjardino
Adereços: TCC, TNSC e Carlos Rodriguez
Make-up e Cabeleiras: Fátima Sousa
Sonoplastia: Óbidos Patrimonium, E.E.M.
O Festival de Óbidos é um projecto pioneiro no campo da Ópera, sistematizando uma oferta cultural como estratégia de promoção e valorização do património edificado da Vila e do Concelho.

Óbidos apresenta neste mês de Agosto e num lugar privilegiado grandes espectáculos ao ar livre numa iniciativa que quer descentralizar uma arte com é a Ópera que, acima de tudo, se pretende com esta manifestação se torne numa arte para todos.

Todos os que se deslocarem a Óbidos nesta sexta-feira vão poder assistir, a partir das 21.30 horas, a um espectáculo de grande nível com a apresentação da ópera Rigoletto de Giuseppe Verdique.

Rigoletto é uma ópera em quatro actos, com libreto de Francesco Maria Piave e direcção musical de Osvaldo Ferreira, e que contará nesta noite com a presença de 12 cantores líricos que irão dar vida às personagens da ópera de Verdi.

O Festival de Ópera de Óbidos decorreu durante todo o mês de Agosto e terá o seu grande final este sábado com o Concerto de Encerramento que irá decorrer igualmente na Cerca do Castelo.

A vida de Giuseppe Verdi

Verdi era filho de Carlo Verdi, dono de uma taberna, e de Luísa Utini, tendo nascido na pequena localidade de Roncole, no Ducado de Parma. Começou ainda em pequeno a interessar-se pela música e, aos 12 anos, passou a estudar música em Busseto, sede do município, financiado pelo comerciante António Barezzi.
Quando completou 18 anos foi ao Conservatório de Milão, mas foi
reprovado por ter mais de catorze anos (os estudantes eram aceites somente até esta idade).
Após este incidente estudou três anos com um professor particular.
De regresso a Busseto passou a trabalhar como mestre de capela e maestro da banda. Posteriormente, Verdi transferiu-se definitivamente para Milão, com a sua esposa Margherita Barezzi, filha de António Barezzi.
Em Novembro de 1839, Verdi escrevia a ópera Oberto, Conte di San Bonifacio, que foi estreada no Teatro alla Scala. Pouco depois, em 1840, morriam os seus dois filhos e a sua esposa, de apenas 27 anos. A sua segunda ópera, Un Giorno di Regno, fracassou. Verdi prometeu que nunca mais comporia, após este incidente.
O director do Teatro alla Scala, não aceitou a promessa de Verdi e solicitou-lhe que estudasse uma outra peça de teatro, Nabucco. Pouco tempo depois, Verdi entregava uma ópera escrita sobre este libretto. Nabucco é uma ópera que fala sobre o domínio dos hebreus por Nabucodonosor e isso se identificava-se com o sentimento do povo italiano sob a repressão dos austríacos e franceses.
O famoso coro Va pensiero su ali dorate (Vai, pensamento, em asas douradas) foi considerado um símbolo nacional pelos italianos e quase que se tornou o Hino Nacional italiano.
Passado o sucesso de Nabucco, Verdi continuou a escrever óperas tornando-se mundialmente conhecido. Surgem as óperas Ernani, Rigoletto, Don Carlo, Un Ballo in maschera, Il Trovatore. Curiosamente uma das óperas (La Traviata), que fracassou, é hoje uma das mais encenadas no mundo todo. Algum tempo depois, Verdi casa-se com Giuseppina Strpponi. Durante esse período, Verdi é aclamado como um patriota, sendo eleito deputado em 1861, ano da unificação e, posteriormente, senador. No entanto continuou a sua carreira de compositor: em 1871 estreou Aida, comemorando a abertura do Canal do Suez. Posteriormente compôs ainda as óperas Otello e Falstaff, baseadas em Shakespeare, para além de algumas peças religiosas.
Em Janeiro de 1901 morre em Milão, causando imensa comoção em toda a Itália.
Atendendo aos seus desejos, o seu túmulo foi colocado na Casa di Reposo Giuseppe Verdi mantida até hoje com as receitas provenientes dos direitos autorias do compositor.

 

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