Obra e intervenção justificam reconhecimento ao mais alto nível, diz Marques Mendes

O presidente do PSD, Luis Marques Mendes, considerou hoje que a obra de Eduardo Prado Coelho "justifica um reconhecimento ao mais alto nível".

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"Eduardo Prado Coelho é uma daquelas personalidades, cuja obra e intervenção na vida cultural, social e politica do país justifica um reconhecimento ao mais alto nível", afirmou Marques Mendes numa declaração à agência Lusa.

O líder do PSD considerou que Prado Coelho, que hoje faleceu em Lisboa, mostrou bem, enquanto conselheiro cultural de Portugal em Paris, como é possível valorizar a lingua e a cultura portuguesa no estrangeiro.

"Como universitário, escritor e ensaísta deixa-nos um legado de indiscutivel valor. A sua morte é uma perda para Portugal e para a cultura portuguesa", afirmou Marques Mendes.

O professor e ensaísta Eduardo Prado Coelho, de 63 anos, faleceu hoje de manhã em Lisboa.

Nascido em Lisboa, em 1944, Prado Coelho foi autor de uma ampla bibiografia universitária e ensaísta, nomeadamente "Os universos da Critica, "O reino flutuante", "A palavra sobre a palavra" e "A noite do mundo".

Os dois volumes do diário "Tudo o que não escrevi" mereceram o Grande Prémio de Literatura Autobiográfica da Associação Portuguesa de Escritores, em 1996.

Recentemente publicou "Diálogo sobre a fé", escrito com o cardeal Patriarca de Lisboa, D.José Policarpo.

Prado Coelho mantinha ampla colaboração em jornais e revistas e uma crónica semanal sobre literatura no jornal o "Público", onde fazia um comentário político quotidiano.

O Público disponibilizou hoje, on-line, e de forma gratuita, todas as crónicas publicadas pelo ensaísta naquele jornal.

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