"Ópera de Três Vinténs" estreia quarta-feira no Teatro Aberto
O amor, o poder e a corrupção são os temas centrais de "A Ópera de Três Vinténs", de Bertolt Brecht e Kurt Weil, que estreia quarta-feira no Teatro Aberto, em Lisboa, com encenação de João Lourenço.
Esta obra faz parte de um projecto idealizado pelo director musical do Teatro Aberto, João Paulo Santos, e por João Lourenço de apresentar duas óperas, "A Ópera do Mendigo" e a "Ópera de Três Vinténs", em diálogo uma com a outra.
Em Fevereiro, o teatro estreou "A Ópera do Mendigo", de Benjamim Britten, com encenação de João Lourenço e interpretada por cantores líricos.
O director do Teatro Aberto e encenador do espectáculo disse à agência Lusa que a ideia de levar ao palco as duas obras surgiu de João Paulo Santos, director musical do teatro.
"Todos os anos o Teatro Aberto leva à cena duas óperas. No ano passado o João Paulo Santos manifestou a vontade de apresentar estas obras", contou.
"A `Ópera do Mendigo` serviu de base à `Ópera de Três Vinténs` e daí surgiu a ideia de encenar as duas peças em diálogo uma com a outra", explicou João Lourenço.
No entender de João Lourenço, as duas óperas continuam muito actuais, uma vez que giram em torno das questões do poder e da corrupção.
A "Ópera de Três Vinténs" de Bertolt Brecht e Kurt Weil (1928) baseia-se em "The Beggar`s Opera/Ópera do Mendigo" de John Gay (1728) que inspirou a ópera homónima de Benjamim Britten (1948).
A obra de John Gay inspirou também a "Ópera do Malandro" (1978), de Chico Buarque, que estreou em Portugal em Fevereiro, a "The Vilain`s Opera de Nick Dear" (2000) e a "Ópera do Falhado" (2003), de JP Simões.
O enredo da história passa-se em Londres nos antros do crime e da corrupção.
Peachum dirige uma empresa dedicada ao negócio da mendicidade e a sua filha Polly casa em segredo com Mac da Naifa, o chefe de um bando de ladrões.
O casal Peachum teme pelo seu negócio e apressa-se a urdir uma trama para denunciar o genro indesejado às autoridades.
Mac da Naifa, conhecido por não resistir ao belo sexo, acaba por ser preso num bordel, atraiçoado por Jenny, uma das prostitutas.
"A Ópera de Três Vinténs", obra que João Lourenço já encenou em 1992, será interpretada por actores que vão cantar em palco.
Adriana Aboim, Ana Brandão, Ana Sofia Santos, António Cordeiro, Carlos Pisco, Irene Cruz, Mário Redondo e Francisco Pestana são alguns dos actores em palco.
A dramaturgia do espectáculo é de Vera San Payo Lemos, a encenação é de João Lourenço e a direcção musical está a cargo de João Paulo Santos.
A cenografia é de João Mendes Ribeiro, os figurinos estão a cargo de Maria Gonzaga e a coreografia é de Carlos Prado.
"A Ópera de Três Vinténs" estreia quarta-feira no Teatro Aberto às 21:30.
O espectáculo estará em cena de quarta-feira a sábado às 21:30 e aos domingos às 16:00.