Os cem melhores romances de língua castelhana dos últimos 25 anos

Os cem melhores romances de língua castelhana dos últimos 25 anos

"O amor nos tempos de cólera", de Gabriel García Márquez, e "A festa do chibo", de Mario Vargas Llosa, encabeçam uma lista "dos 100 melhores romances de língua castelhana dos últimos 25 anos" escolhidos por académicos, críticos e escritores.

Agência LUSA /

A pedido da revista colombiana "Semana", escritores, editores e críticos literários da América e de Espanha escolheram os 100 melhores romances escritos a partir de 1982.

Ao divulgar os resultados, a revista esclarece que não se pretende fazer "a selecção definitiva", mas apenas "prestar uma homenagem a todos os escritores em língua castelhana".

No entanto, ressalva, "o resultado deste inquérito reflecte uma realidade que se não pode desconhecer: ainda são muito poucos os escritores hispano-falantes que são conhecidos para além das fronteiras dos seus respectivos países".

Figuram na lista vários dos escritores que alcançaram a consagração durante o chamado "boom", na década de 70, "bem com um punhado de sucessores que tiveram promoção adequada de ambos os lados do Atlântico".

Na óptica da revista, não é por acaso que Espanha é o país com mais romances incluídos na selecção (32), facto que atribui a funcionar ali "a meca da indústria editorial em castelhano".

Espanha é também o país de fala hispânica onde mais títulos se publicam e mais livros se vendem por ano.

A divulgação da lista coincide com dois importantes eventos em curso na Colômbia: o Congresso das Academias e o Congresso internacional da Língua Espanhola, em Medellín e Cartagena, respectivamente.

Além das obras citadas, aparecem na lista dois romances do falecido escritor chileno Roberto Bolaño - "Los detectives salvajes" e "2666" - "Noticias del imperio", do mexicano Fernando del Paso, e "Coração tão branco", do espanhol Javier Marías.

Em sétimo lugar ficou "Bartleby e companhia", do também espanhol Enrique Vila-Matas e na posição seguinte "Santa Evita", do argentino Tomás Eloy Martínez.

Javier Marías reaparece entre os 10 primeiros com "Amanhã na batalha pensa em mim" e o colombiano Fernando Vallejo, com "El desbarrancadero", ocupa o décimo lugar.

Da lista constam ainda títulos como "Soldados de Salamina", de Javier Cercas, "Paisagem depois da batalha", de Juan Goytisolo, e "A cidade dos prodígios", de Eduardo Mendoza. Os três autores são espanhóis.

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