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Os Pontos Negros revelam-se segunda-feira com álbum "Magnífico material inútil"

Os Pontos Negros revelam-se segunda-feira com álbum "Magnífico material inútil"

Lisboa, 03 Out (Lusa) - O grupo português Os Pontos Negros, nascido há três anos na cave de uma Igreja Baptista de Queluz, edita segunda-feira o álbum "Magnífico material inútil", no qual um dos trunfos é a escrita em português.

© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. /

Filipe Sousa, Jónatas Pires, David Pires e Silas Ferreira, estudantes e todos eles sub-25, criaram Os Pontos Negros no Verão de 2005, na cave de uma Igreja Baptista de Queluz, da qual são assíduos frequentadores.

Editaram um álbum homónimo e um EP pela editora independente Flor Caveira e este mês "deram o salto" para uma editora discográfica maior, a Universal Music, através da qual lançam segunda-feira "Magnífico material inútil".

O álbum apresenta 13 temas pop rock com letras assinadas por Jónatas e Filipe, que dão novo sentido à escrita de canções em português, sem clichés estereotipados e copiados da música anglo-saxónica, antes pequenas histórias com referências à cultura e vivência urbanas.

Em entrevista à agência Lusa, Filipe Sousa contou que escrever e cantar em português sempre foi a primeira opção e esse é um dos trunfos da banda: "As letras são importantes, mas só têm sentido combinadas com aquelas músicas que fizemos".

Na composição é-lhes apontada a referência dos Strokes, mas Filipe Sousa garante que essa influência está agora mais esbatida neste álbum.

"É uma banda da qual gostamos, sim, mas na música nota-se mais os Beatles, os Rolling Stones, um bocadinho de Bruce Springsteen, talvez Bob Dylan", citou o guitarrista, acrescentando ainda Heróis do Mar, António Variações e GNR, como referências da música portuguesa cantada em português.

"Conto de fadas de Sintra a Lisboa" foi o primeiro single a ser retirado do álbum, da qual fazem parte ainda "Doutor, preciso de ajuda", "Xadrez e Chanel", "Cola-me no chão", "Roque e Dão" ou "Com a morte nos calcanhares".

A crença religiosa que tornaram pública, pelo facto de terem surgido num contexto da Igreja Baptista, não interfere na escrita das canções, garante Filipe Sousa.

"Somos frequentadores, mas acho que não influencia o modo como escrevemos, talvez mais a nossa maneira de estar", disse.

Os Pontos Negros, cujo nome não remete para uma ideia de adolescência, mas para um contraste com o duo rock norte-americano White Stripes, apresentam o novo álbum no dia 11 de Outubro, no Musicbox, em Lisboa, e no dia 18 nos Maus Hábitos, do Porto.

A banda fará ainda um périplo pelo país para apresentar o álbm, mas a música ainda não é levada a tempo inteiro, até porque os quatro elementos são estudantes universitários, da Ciência Política ao Design.

SS.


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