Papa Bento XVI destaca "dom divino da música", funeral começou em Modena
O papa Bento XVI exprimiu o seu pesar pelo falecimento de Luciano Pavarotti, considerando que o tenor "honrou o dom divino da música", num telegrama lido no início dos funeral do cantor, na catedral da sua cidade natal, Modena.
O telegrama foi enviado pelo Secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarciso Bertone, ao arcebispo de Modena, Benito Cocchi, que celebrou os funerais de Pavarotti, que morreu na última quinta-feira na sequência de um cancro no pâncreas.
O sumo pontífice exprimiu a sua consternação pela morte "de um grande artista que com o seu talento interpretativo extraordinário honrou o dom divino da música".
Bento XVI, além disso, transmitiu aos pais do tenor "esperança cristã para conter a dor pela grave perda".
Os funerais, celebrados na catedral românica da cidade, foram presididos pelo arcebispo de Modena, assistido por 18 outros sacerdotes, e tiveram a presença de milhares de pessoas dentro e fora do templo.
Minutos antes do início do serviço fúnebre os sinos da catedral dobraram a finados. A urna foi colocada diante do altar, fechada e encimada por uma grande coroa de flores, entre as quais malmequeres, enquanto que no exterior milhares de cidadãos seguiam a cerimónia através de um ecrã gigante.
Aos funerais, presididos pelo arcebispo de Modena e outros 18 padres, assistiram nas filas próximas do caixão a viúva do tenor, Nicoletta Mantovani, a irmã de Pavarotti, Gabriella, e as três filhas mais velhas do primeiro casamento.
Também ali esteve o presidente do governo da Itália, Romano Prodi, acompanhado pela sua mulher, Flavia Franzoni, vários ministros italianos e o antigo secretário-geral da ONU Kofi Annan.
A cerimónia religiosa foi precedida pela Ave Maria da ópera Otello, de Verdi, interpretada pela soprano de origem búlgara e grande amiga de Pavarotti Raina Kavaivanska, que se mostrou muito emocionada.