Paredes da Capela de Rosslyn escondiam código musical com 600 anos
A capela escocesa de Rosslyn, datada do século XV e que representa um papel crucial no enredo do "best-seller" "O Código Da Vinci", escondeu durante 600 anos um código musical secreto nas suas paredes, segundo estudiosos.
Os especialistas que analisaram as inscrições dos arcos da capela, Thomas Mitchell, de 75 anos, músico e ex-decifrador de códigos da britânica Royal Air Force, e o seu filho Stuart, pianista e compositor, afirmam ter descoberto uma partitura encriptada, noticia hoje o El Pais online.
O ex-militar definiu o achado como "música congelada".
"A música foi congelada no tempo pelo simbolismo", observou Mitchell na sua página da Internet, explicando que o projecto para decifrar o código de Rosslyn lhes levou 27 anos.
As pesquisas começaram quando os Mitchell ficaram intrigados com os 13 anjos músicos esculpidos detalhadamente nos arcos da capela e os 213 cubos que os acompanhavam e que descreviam pautas geométricas.
"Têm um detalhe tão delicado e tão belo que pensámos que ali teria de haver uma mensagem", contou Stuart Mitchell.
Pai e filho relacionaram as inscrições com um antigo sistema de composição, os cimáticos ou pautas Chladni (numa referência ao teórico alemão Ernst Chladni, que estudou a vibração no século XIX), que são compostos por ondas de som com tons determinados.
Thomas e Stuart Mitchell compararam, em seguida, a pauta dos cubos com um tom Chladni e assim conseguiram decifrar o código.
Chamaram à peça "Motete de Rosslyn" e acrescentaram-lhe a letra de um hino contemporâneo.
A estreia mundial em concerto será na capela, a 18 de Maio, com quatro cantores acompanhados por oito músicos a executar a peça em instrumentos medievais.