Parte de custódia do século XVIII furtada em igreja de Montalegre

Montalegre, 11 set (Lusa) -- Uma igreja de Montalegre, sob a responsabilidade do padre António Fontes, organizador do Congresso de Medicina Popular de Vilar de Perdizes, foi assaltada, tendo os ladrões levado parte de uma custódia do século XVIII, com meio quilo de prata.

Lusa /

O padre António Fontes disse hoje à agência Lusa, que o assalto foi consumado na Igreja Matriz de Meixide e que terá ocorrido no domingo de manhã, enquanto se realizava a procissão em honra de Nossa Senhora da Azinheira.

"Depois de celebrada a missa, cerca das 12:00, seguiu-se a procissão pela aldeia fora, tendo a igreja ficado aberta, sem ninguém por perto, e foi aí que os ladrões aproveitaram para roubar", entendeu o pároco.

Os assaltantes levaram, segundo o padre, a parte de cima da sagrada custódia, peça do século XVIII, com cerca de meio quilo de prata e de arte barroca.

Apesar destas características, o padre António Fontes não conseguiu definir qual o valor monetário da peça furtada.

A custódia, também conhecida por ostensório, é uma peça de ourivesaria usada em atos de cultos da Igreja Católica, composta por um corpo principal, feita de prata dourada ou ouro, com um centro transparente, de cristal, para expor a hóstia consagrada sobre o altar ou a transpor em procissão.

Além disso, os assaltantes levaram uma capa de asperges, paramento litúrgico usado pelos padres em ofícios solenes.

"Os ladrões devem ter levado a capa de asperges para esconder a sagrada custódia porque, a não ser essa a justificação, não tem utilidade nenhuma", explicou.

A GNR de Montalegre já tomou conta da ocorrência estando, agora, a avaliar se se trata de uma peça de arte sacra porque, se assim for, o caso passa para a alçada da Polícia Judiciária (PJ).

O sacristão só se terá apercebido do furto na igreja na terça-feira, ao final do dia.

SYF // JGJ

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Montalegre, 11 set (Lusa) -- A Igreja Matriz de Meixide, em Montalegre, sob a responsabilidade do padre António Fontes, organizador do Congresso de Medicina Popular de Vilar de Perdizes, foi assaltada, tendo os ladrões levado a custódia e uma capa de asperges.

O assalto, segundo o padre António Fontes hoje à Lusa, terá ocorrido no domingo de manhã, enquanto se realizava a procissão em honra de Nossa Senhora da Azinheira.

"Depois de celebrada a missa, cerca das 12:00, seguiu-se a procissão pela aldeia fora, tendo a igreja ficado aberta, sem ninguém por perto, e foi aí que os ladrões aproveitaram para roubar", entendeu o pároco.

Os assaltantes levaram, segundo o padre, a parte de cima da sagrada custódia, peça do século XVIII, com cerca de meio quilo de prata e de arte barroca.

Apesar destas características, o padre António Fontes não conseguiu definir qual o valor monetário da peça furtada.

A custódia, também conhecida por ostensório, é uma peça de ourivesaria usada em atos de cultos da Igreja Católica, composta por um corpo principal, feita de prata dourada ou ouro, com um centro transparente, de cristal, para expor a hóstia consagrada sobre o altar ou a transpor em procissão.

Além disso, os assaltantes levaram ainda uma capa de asperges, paramento litúrgico usado pelos padres em ofícios solenes.

"Os ladrões devem ter levado a capa de asperges para esconder a sagrada custódia porque, a não ser essa a justificação, não tem utilidade nenhuma", explicou.

A GNR de Montalegre já tomou conta da ocorrência estando, agora, a avaliar se se trata de uma peça de arte sacra porque, assim sendo, o furto é da competência da Polícia Judiciária (PJ).

O sacristão só se terá apercebido do furto na igreja na terça-feira, ao final do dia.

No domingo, dia em que se presume que terá acontecido o furto, encerrou o Congresso de Medicina Popular de Vilar de Perdizes, em Montalegre, evento que reúne "profissionais do oculto" com promessas de cura para os males da alma e do corpo, cujo seu mentor é o padre António Fontes.

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