Perfil do escritor Orlando da Costa
O escritor Orlando da Costa, que hoje morreu aos 76 anos em Lisboa, iniciou a sua actividade literária pela poesia, tendo passado também pelo teatro, mas foi na prosa que alcançou maior notoriedade.
Nasceu em Lourenço Marques, actual Maputo, em 1929 e viveu a infância e adolescência em Goa, donde recolheu inspiração para algumas obras.
Foi para Lisboa em 1947, onde se licenciou em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras.
Orlando da Costa, que era militante do PCP, é pai do actual ministro da Administração Interna, António Costa e do jornalista Ricardo Costa.
Estreou-se como poeta em 1951, com o livro "A Estrada e a Voz", mas é nos romances que tem as suas principais obras de destaque:
"O Signo da Ira" (1961), "Podem Chamar-me Eurídice" (1964), "os Filhos de Norton" (1994) ou "O Último Olhar de Manú Miranda" (2000).
No teatro foi reeditada em 2003 a obra de 1971 "Sem Flores Nem Coroas", onde Orlando da Costa retoma o período colonial português em Goa.
Em 2004, lançou "Vocações/Evocações", uma selecção de poemas para comemorar os 30 anos do 25 de Abril de 1974.
Orlando da Costa foi ainda vice-presidente da Associação Portuguesa de Escritores (APE), instituição que frequentava com muita regularidade.