PGR aceita providência cautelar para suspender venda de obras de Miró

A providência cautelar para suspender a venda das 85 obras de Juan Miró que estão na posse do Estado foi aceite. Uma nota da Procuradoria-Geral da República revela que foi aceite a exposição apresentada por um grupo de deputados que defendia que a venda das obras era lesiva para Portugal.

Sandra Henriques /

Foto: Suzanne Plunkett/Reuters

A antiga ministra da Cultura e atual deputada do PS Gabriela Canavilhas afirma que a sua reação “é de confiança de que em Portugal as instituições funcionam”. “E é essa confiança que nós cidadãos temos que manter”, acrescenta, em declarações à jornalista da Antena 1 Natércia Simões.

“Eu esperava esta decisão e demonstra que tínhamos razão em ter esta preocupação. Esta decisão mostra que o interesse público está a ser salvaguardado. Pelo menos, há esta preocupação demonstrada pela Provedoria. Resta-nos agora esperar pela decisão do Tribunal Administrativo”, refere Gabriela Canavilhas.

Os desenhos e pinturas que chegaram às mãos do Estado através da nacionalização do antigo Banco Português de Negócios têm leilão marcado para esta terça e quarta-feira, em Londres, pela Christies.


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