Pilhagem e tráfico de bens culturais em debate em Atenas
Atenas, 17 Mar (Lusa) - Dezenas de directores de museus, conservadores e arqueólogos estão reunidos hoje e terça-feira em Atenas para debaterem os meios de conseguir a restituição, aos países de origem, dos bens culturais que foram objecto de pilhagem ou de tráfico.
Organizada sob a égide da UNESCO, a reunião representa, para as autoridades gregas, uma nova oportunidade de reclamarem o regresso do friso oriental do Partenon, exposto no Museu Britânico, que recusa devolvê-lo apesar da intensa campanha internacional desenvolvida por Atenas.
A conferência decorre no novo museu da Acrópole, uma sala do qual está reservada para o regresso daquela obra-prima.
"Estamos aqui no melhor ambiente possível para receber aqueles mármores", declarou o ministro da Cultura grego, Michalis Liapis, na abertura dos trabalhos.
Os frisos foram desmontados no princípio do século XIX por Lorde Elgin, embaixador britânico em Constantinopla, e levados para Londres.
Até terça-feira à tarde, os peritos reunidos em Atenas debaterão vários casos de restituição de obras de arte pilhadas e as condições jurídicas necessárias para fazer valer os direitos dos países afectados.
"As escavações ilegais multiplicam-se, nomeadamente nas zonas de guerra como o Iraque e o Afeganistão", assinalou Françoise Rivière, subdirectora geral para a Cultura da /UNESCO, acentuando ser urgente intensificar a luta contra a pilhagem.
RMM.