"Plataforma das Artes e da Criatividade é símbolo do que Guimarães foi, é e quer ser"

"Plataforma das Artes e da Criatividade é símbolo do que Guimarães foi, é e quer ser"

Guimarães, 23 jun (Lusa) - A 24 de junho abre portas a obra "mais emblemática" da Capital Europeia da Cultura Guimarães 2012, a Plataforma das Artes e da Criatividade, símbolo do que Guimarães "foi, é e quer ser", entende o presidente da Câmara vimaranense.

Lusa /

O edifício, que vai albergar o Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG), teve um custo "na ordem" dos 17 milhões e 600 mil euros.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Guimarães, António Magalhães, explicou que a Plataforma das Artes "preserva o passado, demonstrando aquilo que fez a matriz de Guimarães, com aquilo que tem que ser o presente e sobretudo o futuro".

Para o autarca, este ícone de Guimarães 2012 "simboliza o que Guimarães foi, aquilo que é e aquilo que quer ser".

O complexo, que integra o edifício do antigo Mercado Municipal e um novo, imponente, com 11 mil metros quadrados, contrasta nas linhas modernas e direitas com os traços históricos que a rodeiam e com os pedaços de História que alberga.

"No seu seio albergará sinais claros daquilo que foram outras culturas ainda mais antigas que as origens de Portugal. Vai caminhando até aos nossos dias com várias exposições de arte contemporânea que trazem até nós aquilo que hoje se faz de melhor nos vários campos da arte", explanou o autarca.

A Plataforma das Artes terá também Ateliers Emergentes de apoio à criatividade com espaços de trabalho para jovens criadores e ainda Laboratórios Criativos destinados ao acolhimento e instalação de atividades relacionadas com indústrias criativas.

A menos de um dia da inauguração, que será no "Dia Um de Portugal", o mais significativo dia para o concelho de Guimarães que remete para a História da cidade e do país, o autarca admitiu que está a ser feito um "esforço titânico" para que "tudo esteja pronto".

Admitindo atrasos, o autarca garantiu que "o projeto não foi prejudicado nem nunca esteve em causa".

Segundo Magalhães, "há atrasos que a pouco e pouco vão sendo ajustados" atribuindo os deslizes temporais à transição de Governo.

"Num Governo de transição há um período de alguma turbulência, o que é normal", afirmou.

Quanto à gestão do CIAJG, esta será entregue à cooperativa Oficina, braço da autarquia para os assuntos da cultura.

"Há como que uma adenda a fazer relativamente aquilo que a Oficina já leva à prática. A estratégia é unir os recursos já existentes na Oficina juntando complementaridades necessárias", explanou.

Além desta obra, mais 13 foram projetadas ao abrigo de Guimarães 2012, totalizando um total de cerca de 41 milhões de euros de investimento em infraestruturas, mas esta é "especial".

"Isto é um espaço para o futuro e não apenas para o presente, ainda que combine com o passado", situou no Tempo António Magalhães.

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