Plutónio, Ana Moura, Kusturica, Dino D`Santiago e Nenny no Festival Iminente em Lisboa
Plutónio, Pongo, Ana Moura, Dino D`Santiago, Nenny, The Alchemist e Emir Kusturica & the No Smoking Orchestra estão entre os artistas que atuam este ano no Festival Iminente, que decorre entre 7 e 10 de outubro, em Lisboa.
Num comunicado enviado à agência Lusa, a organização do festival, que vai decorrer num espaço ao ar livre na Matinha, destaca, entre dezenas de espetáculos, as atuações de "artistas nacionais como Plutónio, Pongo, Ana Moura, Dino D`Santiago, Julinho KSD ou Nenny e artistas internacionais de renome como Slum Village, The Alchemist ou Emir Kusturica & the No Smoking Orchestra, num programa com muito mais para descobrir".
O cartaz inclui ainda, entre outros, Jorge Palma, Pedro Mafama, Toty Sa`Med, Prétu, David Bruno, PAUS, Shaka Lion, Ricardo Toscano, Holly, Fogo Fogo, DJ Ride, Eu.Clides, Cancro, Jon Luz, Batucadeiras Finka Pé e Batida, com o projeto IKOQWE.
O festival, "celebrando a diversidade de expressões artísticas e culturais, vai também contar com uma programação robusta de artes visuais, instalações, exposições, cinema e conversas".
A lista de artistas visuais convidados para esta edição inclui Pedro Podre, Obey Sktr, Escif, Nuno Viegas, Raquel Belli e Mariana a Miserável.
Nesta edição, as `Talks` (conversas, em português), com curadoria do investigador António Brito Guterres, "centram o seu programa nos valores do Festival, abordando questões fundamentais da cultura urbana contemporânea numa discussão aberta e plural".
As `Talks` serão sobre "Laboratórios Vivos de Descarbonização", no dia 07 de outubro, "Territórios como Pertença: Desigualdades e Capital Humano", no dia 08, "O Papel da Arte e da Cultura na Agenda 2030", dia 09, e "AMOR: Cuidar de Quem Cuida", no dia 10.
Este ano, salienta a organização, o Iminente "pretende aproximar as comunidades aos seus territórios e à produção artística contemporânea, cruzando tendências do `mainstream` com movimentos emergentes, exibindo toda a riqueza e complexidade da cultura urbana".
Neste âmbito, destaca-se a exposição dos resultados das oficinas com comunidades, que se iniciaram em junho e terminam este mês em quatro bairros de Lisboa, em parceria com a Fundação Aga Khan, Quinta do Lavrado, PER11 (Alta de Lisboa), Bairro do Rego e Quinta do Loureiro.
A organização do Iminente convidou 16 autores de várias áreas, entre as quais artes plásticas, música, arquitetura, design, performance e cinema.
Entre os autores convidados estão Tristany, na música, Pedro Pinho e Luísa Homem, no cinema, Herberto Smith, Bruno Mantraste e Confere, nas artes visuais, e El Warcha -Atelier Social e Comunitário, Furo - Atelier Arquitetura, coletivo E-DA / Ensaios & Diálogos Associação, e Coletivo Warehouse, na área da arquitetura.
Os bilhetes para o Festival Iminente, coorganizado com a Câmara Municipal de Lisboa, têm um custo de 18 euros (diário) e 55 euros (passe) e estão à venda a partir de hoje.
A lotação é limitada a 2.500 por dia.
Ainda antes de acolher o festival, o recinto será transformado no Iminente Drive-in, entre 29 de setembro e 02 de outubro, um programa de cinema "especialmente comissariado pelo Iminente e Vhils para acolher filmes seminais das expressões da cultura urbana".
A programação do Iminente Drive-In será anunciada em breve.
O Festival Iminente, que junta música e artes visuais e tem Alexandre Farto (Vhils) como um dos fundadores, realizou-se pela primeira vez em Oeiras, em 2016, cidade à qual regressou no ano seguinte. Após duas edições em Oeiras, em 2018 o Iminente mudou-se para Lisboa, para o Panorâmico de Monsanto, onde voltou a realizar-se em 2019.
No ano passado, a pandemia da covid-19 transformou-o na Oficina Iminente, uma residência artística que decorreu durante dez dias de setembro, também no Panorâmico de Monsanto, e com o público a fazer parte do processo criativo.
Também no ano passado, mas em março, quando Portugal vivia o primeiro confinamento, o Iminente teve uma edição `online`, com conversa, música, performance, dança e `live painting` (pintura ao vivo), com o valor dos bilhetes a reverter para dois hospitais de referência no tratamento do novo coronavírus em Portugal -- Hospital de Santa Maria, em Lisboa, e de São João, no Porto.
O festival angariou 25.975 euros para os dois hospitais.
Além disso, Em 2017 e 2018, o festival teve também lugar em Londres. Em 2019, foi a vez de Xangai acolher, em março, um `showcase` do festival, que em maio do mesmo ano se realizou pela primeira vez no Rio de Janeiro.