Polícia italiana encontra quadros roubados de Van Gogh

View of the Sea at Scheveningen (pintado em 1882) e Congregation Leaving the Reformed Church in Nuenen (1884) são os títulos das obras de Van Gogh roubadas em 2002 de um museu de Amesterdão. Os quadros foram encontrados pela polícia italiana 14 anos depois.

RTP /
Stephane Mahe - Reuters

O Museu Van Gogh, em Amesterdão, anunciou sexta-feira que as autoridades encontraram as obras em Nápoles na sequência de uma “grande operação policial” que tinha como alvo o crime organizado. Apesar de terem sido retirados das suas molduras, os quadros não se encontram danificados.

O roubo foi considerado pelo FBI como um dos dez maiores crimes relacionados com arte.

Os assaltantes terão entrado pelo telhado do edifício e não foram detetados pelas câmaras de segurança, apesar de terem acionado alarmes. Na altura, dois suspeitos foram presos pelo roubo mas nunca confessaram o crime.

Após o furto, os quadros terão sido escondidos numa das casas de um traficante de droga internacional em Castellammare di Stabia, perto de Nápoles. Encontravam-se entre bens avaliados em milhões de euros pertencentes à Camorra, ramo da máfia italiana.

A autenticidade das obras, avaliadas em 30 milhões de dólares, foi já confirmada por um especialista do Museu Van Gogh. Não se sabe ainda quando voltarão a estar expostas ao público, uma vez que a investigação criminal ainda não terminou e os quadros representam importantes provas.

View of the Sea at Scheveningen retrata uma praia perto da Haia e Congregation Leaving the Reformed Church in Nuenen mostra a igreja onde o pai de Van Gogh era pastor. Os quadros foram pintados no início da carreira do artista.

O ministro italiano da Cultura, Dario Franceschini, afirmou que esta descoberta “confirma que as organizações criminosas estão muito interessadas em obras de arte, utilizando-as como uma forma de investimento”.
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