Política do Livro cria condições para criação de indústria e comércio livreiros - ministro da Cultura

Maputo, 23 set (Lusa) -- O ministro da Cultura de Moçambique, Armando Artur, manifestou-se hoje satisfeito com a decisão do Governo de aprovar a Política do Livro, considerando estarem criadas condições favoráveis e necessárias para que o livro seja um objeto acessível.

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Falando na cerimónia de entrega de 138 mil livros pela associação portuguesa para a Solidariedade e Desenvolvimento na Lusofonia (OLAMIGO), para apetrechamento de bibliotecas e instituições carenciadas em Moçambique, Armando Artur disse que o novo instrumento poderá permitir o surgimento, no país, de uma indústria e comércio livreiros.

"A política do livro cria condições favoráveis e necessárias para que o livro seja um objeto acessível, quotidiano e indispensável na vida dos moçambicanos, estimulando assim o surgimento de uma indústria e comércio livreiros, baluartes indispensáveis à socialização do livro", afirmou o governante.

O Conselho de Ministros de Moçambique aprovou, recentemente, a Política do Livro, que, segundo Armando Artur, poderá abrir portas ao concurso do setor público e privado no incremento de bibliotecas de utilidade pública.

Segundo o titular da pasta da Cultura de Moçambique, "a abertura ao setor privado, na prestação de um serviço público, é um desafio que se mostra pertinente à disponibilização do livro por uma parte significativa da população".

Contudo, a Política do Livro impõe novos desafios ao país, nomeadamente, "a necessidade de responder ao crescimento da rede escolar, à expansão do ensino superior no país e a consequente elevação do número de leitores", considerou Armando Artur.

A associação portuguesa para a Solidariedade e Desenvolvimento na Lusofonia (OLAMIGO) ofereceu hoje 138 mil livros, dos mais diversos temas, desde a literatura à educação e à ciência, recolhidos nos três mil balcões dos CTT, em Portugal, destinados às escolas e bibliotecas públicas das 11 províncias moçambicanas, a serem identificadas pelo Ministério da Educação e Cultura de Moçambique.

Durante o ato de entrega dos livros ao governo moçambicano, foi anunciado o lançamento de um prémio literário para jovens estudantes e escritores moçambicanos, a partir de 2012, cujo prémio é uma bolsa de estudos para uma Universidade portuguesa.

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