Prémio Seiva atribuído a Fernando Guimarães, João Machado e Nuno Santos

| Cultura

O prémio Seiva, atribuído bienalmente pela companhia de teatro Seiva Trupe, vai distinguir este ano Fernando Guimarães (Letras), João Machado (Artes) e Nuno Santos (Ciências).

O prémio, que será entregue no dia 05 de novembro, destina-se "a distinguir as individualidades que, através das suas obras ou das suas atividades, mais tenham contribuído para o progresso, dignificação e prestígio das Artes, das Ciências e das Letras da cidade do Porto".

Fernando Guimarães, nascido em 1928, é poeta, tradutor e ensaísta. Nesta última área, o seu trabalho tem-se salientado pela reflexão em torno de questões ligadas à estética e à evolução da poesia portuguesa nos últimos cem anos, nomeadamente dos grandes movimentos como o Simbolismo, o Saudosismo e o Modernismo. Como tradutor, Fernando Guimarães trabalhou obras de autores como Lord Byron, Dylan Thomas ou John Keats.

O intelectual, distinguido este ano na categoria Letras, já recebeu, entre outros, o Prémio D. Dinis (1985), o Pen Clube (1988), o Prémio Luís Miguel Nava (2003) e o Grande Prémio de Poesia da APE pelo livro Na Voz de um Nome (2007). A sua obra poética está reunida em obra poética, reunida em "Casa: o seu Desenho, Poesias Completas", "A analogia das folhas" e "O anel débil".

João Machado, nascido em 1942, é um gráfico com uma vasta obra, com destaque para o seu trabalho como autor de cartazes, ilustrações e como designer editorial. O seu trabalho na área da cultura, nomeadamente através da conceção gráfica de livros e de cartazes, por exemplo, para o festival de cinema de animação Cinanima, já lhe valeu algumas distinções internacionais.

O vencedor na área das Ciências, Nuno Santos, nascido em 1974, é um astrofísico, investigador no Centro de Astrofísica da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e responsável pelo consórcio europeu que está a construir um espetrógrafo destinado a procurar planetas iguais à Terra. Em 2009, fez parte de um grupo de cientistas que identificou 32 novos planetas.

Os nomes contemplados nesta décima edição foram escolhidos por um júri constituído pelo professores universitários Eduardo Paz Barroso, Arnaldo Saraiva, Manuel João Monte e António Reis, em representação da Seiva, sendo que posteriormente as escolhas foram apresentadas a um comité de retificação formado por jornalistas.

Este prémio foi recebido anteriormente por personalidades como Agustina Bessa Luís, Álvaro Siza Vieira, António Coimbra, Corino de Andrade, Eugénio de Andrade, Ilse Losa, Sobrinho Simões, Manoel de Oliveira, Manuel António Pina, Nuno Grande, Óscar Lopes e Pedro Burmester.

A entrega do galardão, concebido pelo escultor José Rodrigues, será feita antes da estreia de "Squash", o último espetáculo da Seiva Trupe, uma peça de Ernesto Caballero, com encenação de Júlio Cardoso e com Adriana Faria, Miguel Rosas e Paula Guedes no elenco.

A peça, segundo o comunicado de imprensa, conta "a história de três seres patéticos e suas desventuras num único campo de batalha: uma quadra de `squash`". Uma comédia que parte das personagens de "duas mulheres, chamadas por um personagem misterioso para ocupar um emprego supostamente concebido para elas".

Tópicos:

Adriana Faria, Agustina Bessa, Andrade Eugénio, D Dinis Pen, Poesia, Simbolismo,

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