Prémios AICA são entregues a João Pedro Falcão de Campos e a Alexandre Estrela

Lisboa, 03 jun (Lusa) -- Os Prémios da Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA), relativos a 2013, são hoje entregues ao arquiteto João Pedro Falcão de Campos e ao artista plástico Alexandre Estrela, no Palácio da Ajuda, em Lisboa.

Lusa /

A cerimónia, às 18:30, na sala dos embaixadores do palácio, conta com a presença do secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, e do presidente da Fundação Millennium BCP, Fernando Nogueira.

Em comunicado divulgado em janeiro, quando foi conhecida a decisão do júri, a AICA afirmou que os Prémios AICA/SEC/Millennium bcp de Artes Visuais e Arquitetura, no valor de 10.000 euros, foram uma decisão unânime do júri.

Segundo a ata da reunião do júri, citada pelo comunicado da AICA, a distinção ao arquiteto João Pedro Falcão de Campos é "justificada pela consistência da sua obra e a abrangência da sua atuação".

"O Prémio recai sobre um arquiteto que trabalha com o mesmo rigor obra nova, reabilitação, arquitetura ou espaço público", exarou o júri em ata.

"A sua coerência construtiva, programática e conceptual ficou recentemente patente em intervenções exemplares conduzidas no coração de Lisboa - como o percurso pedonal assistido da Baixa ao Castelo ou a obra da sede do Banco de Portugal, realizada em parceria com Gonçalo Byrne, - que reforçaram a memória e a identidade da Baixa Pombalina, devolvendo-lhe centralidade institucional, representativa e cultural", refere ainda o júri sobre a escolha de Falcão de Campos.

Relativamente a Alexandre Estrela, que começou a expor na década de 1990, o júri afirma na ata que, "com a exposição `Meio Concreto`, realizada no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, entre 29 de junho e 29 de setembro de 2013, confirmou-se a vitalidade e a relevância do trabalho" que o artista "tem vindo a desenvolver, nas últimas décadas".

"Recorrendo sobretudo à imagem projetada e ao som, mas também a suportes e estruturas de carácter escultórico, as peças apresentadas nesta exposição colocaram o visitante no centro de uma experiência que aliou, de forma irrepreensível, um olhar crítico sobre os dispositivos museográficos e uma sofisticada reflexão sobre o estatuto da imagem, sobre o fenómeno percetivo e sobre as suas possíveis somatizações", afirma o júri.

O júri foi presidido pelo curador João Silvério e constituído pela arquiteta Ana Tostões, o artista plástico Bruno Marchand, a historiadora e crítica de arte Helena de Freitas e o arquiteto Luís Santiago Baptista.

O prémio de artes visuais e o prémio de arquitetura da Secção Portuguesa da Associação Internacional de Críticos de Arte é atribuído em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura e a Fundação Millennium BCP.

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