Presidente da direcção da SPA nega dívida de 30 milhões de euros em direitos
O presidente da direcção da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), Manuel Freire, negou que a entidade tenha 30 milhões de euros por distribuir pelos autores em direitos, acusação feita pelo seu adversário nas eleições de terça-feira.
Respondendo às acusações, Manuel Freire, que encabeça a lista apoiada pela direcção, alegou à agência Lusa que "houve um momento, em Junho ou Julho", em que a SPA tinha "30 milhões de euros no banco", referentes a direitos de autor de programas de rádio e televisão.
"Não sabíamos a quem distribuir porque não tínhamos informação sobre os alinhamentos dos programas", sustentou o presidente da direcção da SPA, acrescentando, sem precisar valores, que actualmente o montante por entregar em direitos de autor "é substancialmente menor".
António Vitorino de Almeida afirmou hoje também que a lista liderada por Manuel Freire "está ferida de ilegalidade", por um dos seus elementos pertencer há menos de cinco anos à SPA, como exigem os seus estatutos, pelo que admitiu recorrer aos tribunais.
Reagindo às declarações, Manuel Freire defendeu que "toda a lista" por si encabeçada "é elegível". "Trata-se de cortinas de fumo que se inventam para prejudicar o acto eleitoral", sublinhou o presidente da direcção da SPA.
As eleições estão marcadas para terça-feira à noite, na sede da SPA, em Lisboa, e concorrem duas listas.
A lista liderada por Manuel Freire integra nomes como Jorge Leitão Ramos, José Jorge Letria, Alice Vieira, Pedro Osório e João Lourenço.
Da lista de António Vitorino de Almeida fazem parte, entre outros, Artur Portela, Rui Veira Nery, José Fonseca e Costa, Pedro Ayres de Magalhães, Fausto, Fernanda Lapa, Norberto Barroca, José Cabeleira e José Luís Gordo.