Retomadas as negociações entre Israel e Líbano enquanto incerteza persiste no Irão

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Retomadas as negociações entre Israel e Líbano enquanto incerteza persiste no Irão

As negociações vão decorrer nos Estados Unidos entre embaixadores. O primeiro encontro foi na semana passada e não teve consensos. As Nações Unidas saúdam o prolongamento do cessar-fogo no Irão, mas não há avanços significativos quanto às negociações de paz entre EUA e Irão. O preço do petróleo subiu perante a incerteza. Acompanhamos aqui o evoluir da situação no Médio Oriente.

Joana Raposo Santos, Ana Sofia Rodrigues - RTP /

Stringer via EPA

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RTP /

Pentágono anuncia saída do secretário da Marinha dos EUA

O Pentágono anunciou que o secretário da Marinha dos EUA, John Phelan, vai deixar o cargo. Não foi apresentada qualquer justificação para a saída inesperada do mais alto responsável civil da Marinha.

Phelan sai numa altura em que a Marinha dos EUA impôs um bloqueio aos portos iranianos e está a visar navios ligados a Teerão em todo o mundo, durante um frágil cessar-fogo na guerra com o Irão.
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RTP /

Forças israelitas dizem ter capturado membro de unidade do Hezbollah

As Forças de Defesa de Israel (IDF) dizem ter capturado um membro da força Radwan do Hezbollah, a unidade de elite do grupo armado pró-Irão, no sul do Líbano.

As IDF garantem que o combatente do Hezbollah planeava levar a cabo um ataque contra as tropas israelitas antes de se render e ser detido ontem.
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RTP /

Teerão culpa EUA e Israel por insegurança no estreito de Ormuz

O chefe da diplomacia do Irão disse a um enviado especial sul-coreano que "a agressão dos EUA e de Israel é a raiz da insegurança no golfo Pérsico e no estreito de Ormuz".

De acordo com uma mensagem publicada pelo Governo iraniano na rede social X, o ministro dos Negócios Estrangeiros lamentou na quarta-feira o que descreveu como crimes cometidos contra o Irão durante a "guerra de 40 dias".

Num encontro com o enviado sul-coreano Chang Byung-ha, em Teerão, Abbas Araghchi instou a comunidade internacional a adotar uma posição clara e firme para condenar os ataques dos Estados Unidos e de Israel.

"O Irão, enquanto Estado costeiro, tomou medidas de acordo com o direito internacional para defender a sua segurança e os seus interesses; a responsabilidade pelas consequências recai sobre os agressores", declarou Araghchi, referindo-se às tensões em torno do estreito de Ormuz.

c/ Lusa
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Andrea Neves, enviada especial da RTP Antena1 a Chipre /

Conselho da União Europeia. Medidas de segurança sem precedentes em Chipre

Os chefes de Estado e de Governo da União Europeia reúnem-se a partir desta quinta-feira numa cimeira que conta também com a presença do presidente ucraniano e de líderes do Médio Oriente.

Foto: Andrea Neves - RTP Antena 1

A reunião é informal, mas junta em Chipre quase 40 chefes de Estado e de Governo. Um momento único, para o país que preside, até ao fim de junho, o Conselho da União Europeia.

Nas ruas já se percebe a dimensão do evento, mas as autoridades cipriotas preferem não falar especificamente sobre as medidas de segurança no aeroporto, em Larnaca, na capital que recebe os líderes, na sexta-feira, e em Famagusta onde nesta quinta-feira à noite haverá um jantar que junta todos os chefes de Estado e de Governo.

Sabe-se que a segurança será reforçada e rigorosa com interdição de estradas em Nicósia, junto ao aeroporto e em redor da marina de Ayia Napa.

A polícia já pediu paciência e cooperação aos cipriotas.

O Centro Conjunto de Resgate e Coordenação, em conjunto com a polícia, emitiu um alerta de proibição de navegação para a área ao redor da marina das 16 às 23 horas de quinta-feira.

Além disso, por decreto do Ministério dos Transportes, o uso de drones em todo o Chipre está proibido na quinta e sexta-feira.

O helicóptero da Polícia realizará vigilância aérea sempre que necessário, e a Guarda Nacional também vai garantir a proteção aérea para os líderes que chegarem a Chipre.

A Unidade Especial Antiterrorismo de Chipre vai estar especialmente atenta aos hotéis onde os líderes vão ficar instalados e organizar escoltas fortemente armadas dos Chefes de Estado e de Governo durante as deslocações. Já se começaram a ouvir na noite de quarta-feira e serão constantes nas próximas 48 horas.

O Serviço de Inteligência de Chipre desempenhou – vai continuar a desempenhar – um papel fundamental na prevenção de incidentes de segurança.

A guerra a 320 quilómetros de distância
A reunião dos líderes da UE terá como foco o ambiente geopolítico e a resposta da Europa, bem como o quadro financeiro plurianual 2028-2034.

Os 27 vão discutir a situação no Médio Oreinte, a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz e os esforços diplomáticos que o bloco deve desenvolver para reduzir as tensões.

Mas a cerca de 320 quilómetros da região em guerra, e depois de um drone iraniano ter já atingido um base militar britânica na ilha, as medidas de segurança assumem um destaque particular.

Por isso o Presidente de Chipre vai aproveitar esta reunião para fazer com que os líderes discutam um dos artigos do Tratado a que nem sempre se dá a devida importância: o artigo 42.7 que obriga todos os 27 Estados-membros da União Europeia a prestarem assistência mútua, em tempos de crise, e que é frequentemente comparado ao Artigo 5 da NATO.

Recorde-se que depois de um drone de fabrico iraniano, lançado do Líbano, ter atingido uma base militar britânica na ilha no início do mês passado, algumas nações europeias – incluindo Grécia, Itália e França – enviaram navios para ajudar a proteger Chipre.

Mas Nikos Christodoulides quer mais, quer um plano de ação para o caso de vir a ser necessário ativar este artigo. Em entrevista à Associated Press o Presidente cipriota foi claro: “temos o artigo 42.7 e não sabemos o que acontecerá se um Estado-Membro acionar esse artigo”.

Por isso Christodoulides quer discutir e preparar “um plano operacional para o caso de um Estado-Membro desencadear esse artigo”.

“E há várias questões a esclarecer. Em primeiro lugar, existem certos Estados-membros da União Europeia, a maioria dos Estados-membros da União Europeia, que são também membros da NATO. E na NATO, temos o artigo 5.º. Então, o que acontecerá nesta situação se um Estado-Membro for simultaneamente membro da NATO e da UE? Que países irão intervir para apoiar os países vizinhos? Precisamos de dar substância a esta questão.”

Tratado de Lisboa Disposições relativas à política comum de segurança e defesa

ARTIGO 42.º 7

Se um Estado-Membro vier a ser alvo de agressão armada no seu território, os outros Estados-Membros devem prestar-lhe auxílio e assistência por todos os meios ao seu alcance, em conformidade com o artigo 51.º da Carta

das Nações Unidas. Tal não afeta o carácter específico da política de segurança e defesa de determinados Estados-Membros. Os compromissos e a cooperação neste domínio respeitam os compromissos assumidos no quadro da Organização do Tratado do Atlântico Norte, que, para os Estados que são membros desta organização, continua a ser o fundamento da sua defesa coletiva e a instância apropriada para a concretizar.
A cláusula de defesa mútua ganha assim um nova dimensão. António Costa colocou-a na agenda na carta convite que endereçou aos Chefes de Estado e de Governo. O Presidente do Conselho Europeu também quer uma maior clarificação e um entendimento comum sobre o que pode ser feito ser for ativado por qualquer dos estados-membros.

Após os ataques de março em Chipre, vários Estados-membros têm apelado a que se garanta uma efetiva operacionalização desse artigo e a Chefe da Diplomacia Europeia, Kaja Kallas, defende a realização de exercícios ou simulacros para testar a prontidão dos Estados-membros face a possíveis crises.


A presença dos líderes árabes
Está previsto que os líderes do Líbano, Síria, Jordânia, Egito e do Conselho de Cooperação do Golfo participem numa reunião informal com altos funcionários da União Europeia na sexta-feira. Foram convidados pelo Presidente cipriota para poderem analisar as consequências das guerras no Irão e no Líbano e dos ataques na região durante um almoço de trabalho.

O Chipre tem procurado estreitar os laços com o Oriente Médio e a presença de líderes árabes na reunião desta sexta-feira será uma "excelente oportunidade para dar substância" a esse objetivo, declarou o presidente cipriota, Nikos Christodoulides, em entrevista à Associated Press.

“Penso que é muito importante termos este intercâmbio com os líderes da região, o presidente do Egito, o presidente do Líbano ou o presidente da Síria, e Sua Alteza Real da Jordânia, não só para trocar ideias, mas também para ver na prática como podemos elevar a nossa cooperação a um nível estratégico. E devo dizer que estamos muito satisfeitos com os desenvolvimentos que temos observado nos últimos 3 ou 4 anos por parte da União Europeia. Somos um Estado-membro da União Europeia, mas ao mesmo tempo fazemos parte do Grande Médio Oriente. Podemos representar os interesses dos países do Grande Médio Oriente em Bruxelas” referiu Nikos Christodoulides nesta entrevista.

“Mas, ao mesmo tempo – e isto é muito, muito importante – os países da região confiam no Chipre para os representar na União Europeia”.

Recorde-se que também o Presidente do Conselho Europeu e a Presidente da Comissão Europeia desenvolveram contactos mais próximos com os líderes, desde o início da ofensiva dos Estados Unidos de Israel contra o Irão e o Líbano.A questão das migrações
Um dos principais temas da agenda está relacionado com a forma de lidar com um possível aumento na chegada à Europa de migrantes da região em guerra, particularmente do Líbano e da Síria.

Bruxelas já admitiu que "com base nas lições aprendidas com a crise migratória de 2015 e para evitar uma situação semelhante, a UE está pronta para mobilizar plenamente seus instrumentos diplomáticos, jurídicos, operacionais e financeiros para prevenir fluxos migratórios descontrolados e preservar a segurança na Europa".

A presidente da Comissão Europeia já afastou um cenário de crise migratória como o de 2015. Ursula von der Leyen garante que a União Europeia estar mais preparada para eventuais fluxos migratórios.

Mas com mais de 4 milhões de pessoas já estão deslocadas no Irão e no Líbano e sem fim à vista para as hostilidades, o tema tem que necessariamente ser posto por Chipre em cima da mesa de negociações.
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RTP /

Irão acusa Trump de retórica hipócrita interminável e de contradições

Numa mensagem na rede social X, o Presidente do Irão acusa o presidente norte-americano de retórica hipócrita interminável e de contradições.

Escreve ainda que os principais obstáculos a negociações são o incumprimento dos compromissos, o bloqueio do estreito de Ormuz e as ameaças de Donald Trump.
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Impasse nas negociações
RTP /

Nações Unidas saúdam o prolongamento do cessar-fogo no Irão

Donald Trump está satisfeito com o dano financeiro provocado com o bloqueio naval aos portos iranianos, enquanto o Irão considera que o prolongamento do cessar-fogo só serve para os Estados Unidos ganharem tempo.
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RTP /

Retomadas hoje as negociações entre Israel e Líbano

As negociações vão decorrer nos Estados Unidos entre embaixadores. O primeiro encontro foi na semana passada e não teve consensos. Há vários pontos a acertar com exigências das duas partes. O primeiro ministro libanês exige a retirada de tropas israelitas do Líbano.
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Lusa /

Preços do petróleo disparam 4% face à incerteza entre Teerão e Washington

Os preços do petróleo dispararam mais de 4% na abertura dos mercados asiáticos, face à incerteza sobre as negociações entre o Irão e os Estados Unidos e sobre a paralisação no estreito de Ormuz.

STRINGER via EPA

Por volta da 00:25 (hora de Lisboa), o preço do barril de West Texas Intermediate (WTI), referência do mercado norte-americano, subia 4,06% para 96,73 dólares (82,22 euros), com o valor do Brent do Mar do Norte, referência mundial, a aumentar 3,62% para 105,63 dólares (89,79 euros).

No entanto, o principal índice da Bolsa de Tóquio, o Nikkei, abriu a sessão de hoje a ultrapassar pela primeira vez os 60 mil pontos, graças ao bom desempenho das ações de empresas de tecnologia, apesar da incerteza causada pela guerra no Irão.

Logo no início da sessão, o indicador, que reúne os 225 títulos mais representativos do mercado nipónico, registou um aumento de quase 1%, cerca de 415 pontos, superando momentaneamente a barreira dos 60 mil pontos.

No sentido contrário, o índice mais amplo Topix, que inclui as empresas da secção principal, as de maior capitalização, perdia cerca de 0,3%, ou 11,47 pontos, para 3.733,52 unidades.

O mercado de Tóquio seguiu o desempenho de Wall Street, que encerrou a sessão de quarta-feira em alta e com novos recordes nos índices S&P 500 e Nasdaq, depois de os Estados Unidos anunciarem a extensão do cessar-fogo com o Irão.

No setor dos semicondutores, um dos que mais beneficiaram do otimismo gerado pelas expectativas de que os Estados Unidos e o Irão retomem em breve as negociações para pôr fim à guerra no Médio Oriente, destacaram-se na abertura a subida da Advantest (2,56%) e da Tokyo Electron (0,7%).

O grupo de telecomunicações e investimento SoftBank, que tem apostado fortemente na inteligência artificial com investimentos multimilionários na OpenAI, criadora do modelo generativo ChatGPT, disparava 6,17%.

No setor da defesa, a Mitsubishi Heavy Industries subia 3,33% na abertura, enquanto a Kawasaki Heavy Industries avançava 2,1%.

O fabricante de automóveis Toyota, a empresa de maior capitalização japonesa, caiu 0,34%, enquanto a Sony, referência na eletrónica e no entretenimento, perdeu 2,3%.

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