Primeiro leitor digital de livros à venda no mercado português

Lisboa, 04 Fev (Lusa)- A Bookeen tem desde Janeiro disponível no mercado o primeiro leitor de livros digitais à venda em Portugal, descrito pela companhia como uma ferramenta que "potencia uma nova forma de ler".

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O Cybook, nome do aparelho, é licenciado em Portugal através da PIXmania, uma empresa multinacional de dispositivos electrónicos com lojas em Lisboa e Porto.

Em território norte-americano, a cadeia Amazon comercializa desde Novembro de 2007 o Kindle, leitor digital que permite o armazenamento de "200 títulos sem ilustrações".

O "uso simples", a "conectividade wireless que permite a navegação directa na loja Kindler" e a garantia de que "o livro adquirido é entregue virtualmente em menos de um minuto" são algumas das armas que a multinacional sustenta na apresentação do Kindle.

Um estudo recente de Nicholas Carlson, jornalista do Silicon Valley Insider, assegura que a mera impressão do New York Times (NYT) "custa o dobro do preço que custaria oferecer a cada subscritor um aparelho Kindle".

Mesmo afirmando o autor que "esta não é uma medida que o NYT deva adoptar", os dados do Silicon Valley Insider indicam que "a impressão e envio de jornais durante um ano tem o dobro do custo do que a eventual oferta de um leitor Kindle a cada assinante do NYT".

Paralelamente à comercialização digital de obras, iniciativas como o Projecto Gutenberg, "o primeiro produtor de livros electrónicos grátis", têm contribuído para o acervo de obras disponibilizas na Internet.

O Projecto Gutenberg surgiu nos EUA e incita a voluntários à disponibilização digital de obras anteriores a 1923, única condição no país para a distribuição legal das obras.

Já em Portugal, a juntar a esta circunstância, acresce a obrigatoriedade dos livros a disponibilizar terem sido escritos durante a vida do autor e tendo este falecido há pelo menos 70 anos.

O escritor brasileiro Paulo Coelho criou recentemente o site na Internet "Pirate Coelho", onde armazena para descarregamento gratuito e legal os seus livros.

Na visão do autor, "a possibilidade de dar ao leitor o livro para ler e escolher se o quer comprar ou não" foi fundamental para o "aumento imenso" das vendas físicas de livros.

Em crónica recente no jornal Expresso, o filósofo Desidério Murcho sublinhou que "os meus hábitos de leitura mudaram muito [com um leitor digital de livros], e viajar é mais fácil porque não tenho de carregar quilos de livros", afirmando ainda que "podemos começar a deitar fora muitos livros em papel".

O leitor digital de livros Cybook, da Booken, é o primeiro dispositivo do género comercializado no mercado português.

PZF/CMJ.

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