Primeiro romance de Richard Gwyn

Romance de estreia de um dos mais talentosos poetas galegos contemporâneos, "Cor de Burro quando Foge" foi "o melhor livro do ano", segundo a revista Bookseller, e o fenómeno de vendas mais inesperado do Verão de 2005.

RTP /
Primeiro romance DR

Num mês, esgotou três edições. Um êxito inédito para um autor galês, como comentou a rede de livrarias Waterstone em entrevista à BBC.

Sombrio e divertido, o texto explora temas como o exílio, o amor e a separação, e contém elementos do romance noir urbano, do thriller e da tragicomédia.

A história, passada no Bairro Gótico de Barcelona, tem como protagonista Lucas, um músico e tradutor de 33 anos cuja rotina é perturbada por uma série de encontros estranhos: o Povo dos Telhados, jovens acrobatas africanos que vivem nos telhados, uma seita de mártires cátaros do século XIII, e a fauna de marginais que habita o submundo de Barcelona submetem Lucas a uma experiência árdua na selva urbana até este alcançar o seu momento de epifania.

Músico e tradutor de 33 anos, Lucas trocou uma existência nómada pelo bairro Gótico de Barcelona, mas a sua vida é subitamente abalada por uma série de incidentes estranhos, que parecem não ter qualquer relação entre si.

Intrigado com as instruções cifradas num postal ilustrado anónimo, Lucas é conduzido à Fundação Miro e vê-se envolvido num caso amoroso com a sofisticada Nuria.

A vida de Lucas começa a escapar ao seu controle quando conhece o Povo dos Telhados, uma comunidade que habita os telhados dos prédios no Bairro Gótico.

Lucas é raptado por uma seita de mártires cátaros do século XIII que reencarnaram no século XX e suspeita de que a sua própria identidade pode ser outra.

Quando regressa ao submundo da cidade, uma panóplia de comedores de fogo, amigos meio loucos e desiludidos com a vida, acompanha Lucas enquanto este desliza para um abismo niilista de drogas e álcool.

O protagonista, uma versão moderna do eremita medieval, é submetido a um longo período de provações na selva urbana até experimentar o seu momento de epifania. A história enraíza-se em mitos e tradições europeias, desde a Bíblia ao romance medieval, passando pela poesia lírica.

Richard Gwyn nasceu e cresceu no Sul do País de Gales. Estudante de Antropolgia, interessou-se pelas culturas ameaçadas de comunidades periféricas.

Poeta, escritor e tradutor, publicou 5 volumes de poesia e editou uma antologia de poesia galesa contemporânea.

Actualmente, ensina escrita Criativa e Crítica na Universidade de Cardiff. É também colunista do Poetry Wales.

Nos anos 70, apresentou poesia em encontros punk, incluindo um depoimento de apoio aos The Cure. Mais tarde, mudou-se para Creta, comprou um barco de pesca e apresentou-se como um refugiado do Thacherismo.

Viajou no Mediterrâneo durante nove anos, numa espécie de exílio que se impôs a si próprio, mas em 93 regressou a Cardiff e começou a escrever um estudo sobre doença, linguagem e corpo, publicando dois livros em 2003: Discourse, the Body and Identity e Communicating Health and Illness.

A poesia já publicada inclui: One Night in Icarus Street, Stone Dog, Flower Red (todos em 1995), Walking on Bones (2000) e Being in Water (2001).
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