Programa de internacionalização abrange 115 projetos e exclui um terço de candidatos

Programa de internacionalização abrange 115 projetos e exclui um terço de candidatos

Mais de cem projetos artísticos vão promover a internacionalização da arte portuguesa em 58 países, com um apoio de 1,035 milhões de euros da Direção-Geral das Artes (DGArtes), tendo ficado 41 de fora por se terem esgotado as verbas.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

De acordo com uma nota da DGArtes, ao todo foram 115 os projetos que beneficiaram de apoios e que vão circular pelos cinco continentes, mas de fora ficaram 51 que não foram apoiados, a maioria (41) por "ter sido esgotado o montante global disponível" e os restantes 10 por não terem atingido pelo menos 60% da pontuação final, nos critérios de apreciação.

Houve ainda um excluído, por não serem permitidos "apoios cumulativos", e uma desistência.

As entidades candidatas ao Programa de Apoio a Projetos - Internacionalização foram hoje notificadas da decisão final, estando previsto que os projetos apoiados se desenvolvam entre 01 de setembro de 2026 e 28 de fevereiro de 2028.

O Brasil é o país envolvido no maior número de projetos apoiados (49), seguindo-se Espanha (29), Alemanha (12), Itália (11), Argentina (10), Países Baixos (9), França (8), Estados Unidos (7), Áustria (7), Suíça (6), Bélgica (6), Polónia (5), México (5) e Cabo Verde (5).

No total, os projetos abrangem países de África, América, Ásia, Europa e Oceânia, incluindo, entre outros, Angola, Austrália, Canadá, China, Colômbia, Coreia do Sul, Egito, Índia, Japão, Moçambique, Reino Unido, São Tomé e Príncipe, Senegal, Timor-Leste, Turquia, Uruguai e Vietname.

A música concentra o maior número de projetos apoiados, com 46, a que corresponde uma verba global de 381.825,05 euros, seguindo-se o teatro, com 26 projetos financiados em 258.560,73 euros, e a dança, com 18 projetos a que foram atribuídos 150.225,90 euros.

As artes plásticas contam com nove projetos, apoiados com 74.788,10 euros, enquanto o cruzamento disciplinar reúne oito projetos, com 86.905 euros.

A fotografia tem três projetos (18.849 euros), o circo dois (18.031,50 euros) e os novos media dois (18.488 euros).

Receberam ainda apoios um projeto de arquitetura, com 6.600 euros, e um de ópera, com 11.555 euros.

Abrangidos estão projetos como a ópera de câmara "Não há Machado que Corte", pela AREPO, o Festival Fado Brasil, da Everything is New, a passagem dos Danças Ocultas pelo Canadá ou digressões da Orquestra Filarmónica Portuguesa, de Ana Lua Caiano ou dos Quartetos de Cordas de Matosinhos e de Guimarães.

Este programa destina-se a apoiar a circulação internacional de obras e projetos artísticos, a integração em redes internacionais e ações de intercâmbio e acolhimento.

Segundo a DGArtes, o concurso pretende também reforçar as relações culturais com países próximos e com países de língua portuguesa, bem como dinamizar a internacionalização das artes e da cultura portuguesas na América Latina e em iniciativas bilaterais com os Emirados Árabes Unidos, República da Coreia, Singapura e Turquia.

São ainda objetivos deste programa promover a projeção internacional de dramaturgos, compositores, coreógrafos e artistas plásticos portugueses, a sustentabilidade ambiental e a transição digital, a qualificação e diversidade dos profissionais das artes e a promoção da inclusão social, igualdade de género, cidadania e acessibilidade.

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