Programador António Pinto Ribeiro reúne artigos na obra "Miscelânea"
Redação, 15 mai (Lusa) - O programador cultural António Pinto Ribeiro reuniu, na obra "Miscelânea", um conjunto de artigos e crónicas sobre política, cultura e assuntos do quotidiano, publicados na imprensa, entre março de 2011 e dezembro de 2014.
Numa nota que abre o livro, editado pela Cotovia, afirma-se que esta "Miscelânea" inclui uma "variedade de artigos sobre descontentamentos, sobre cidades em África e no Brasil, novos costumes diários, sobre o poder e a morte, sobre a arbitrariedade dos governos, desgostos e prazeres, a tecnologia e a racionalidade".
Outros temas são abordados por Pinto Ribeiro, como a democracia, a educação, paisagens e lugares, entre outros.
Pinto Ribeiro esclarece, numa nota introdutória, que seguiu três critérios.
O primeiro, agregando "textos que vão além da categoria de resposta ou de inquirição a uma certa atualidade".
Outro, "manter a diversidade dos temas", daí ter escolhido o título "Miscelânea", referindo que, "aqui, a Política Cultural é também um propósito argumentado de alteração do mundo enunciado ou reivindicado por um cidadão, uma promessa de felicidade a realizar pela beleza, pela arte, ou pela leitura, a forma como cada um disponibiliza o seu corpo como e quando quer ou, até uma crítica aos consensos partidários e a defesa do conflito como solução dos estados letárgicos".
O terceiro critério abrange os "textos cuja natureza se aproxima do ensaio curto, género cuja brevidade não deixa de ser a expressão de um estado da arte".
António Pinto Ribeiro, de 59 anos, rescindiu em abril passado com a Fundação Calouste Gulbenkian, onde, desde 2004, era consultor cultural, tendo criado o Programa Gulbenkian Criatividade e Criação Artística (2004-2008) e, a partir de 2009, o Programa Próximo Futuro, de que era diretor, e que deverá terminar em 2016.
António Pinto Ribeiro, natural de Lisboa, tem formação académica nas áreas da Filosofia, Ciências da Comunicação e Estudos Culturais, nas quais tem desenvolvido trabalho de investigação e de produção teórica, que tem publicado em revistas da especialidade.
Exerceu as funções de diretor artístico da Culturgest, em Lisboa, desde a criação da instituição, em 1992, até abril de 2004.