Publicações D. Quixote apresentam programa dos seus 50 anos
Lisboa, 17 abr (Lusa) -- As Publicações D. Quixote iniciam este mês a celebração do seu cinquentenário, com a edição na próxima semana de "D. Quixote de La Mancha", de Miguel Cervantes, numa tradução de Miguel Serras Pereira.
Hoje, falando aos jornalistas, o editor João Amaral afirmou que a editora do grupo LeYa vai assinalar, até abril de 2016, com diversas iniciativas, os 50 anos de uma editora que "foi uma pedrada no charco" quando surgiu.
A obra de Cervantes terá uma tiragem de 5.000 exemplares e em maio será editado "O meu primeiro D. Quixote", numa tradução de Alice Vieira.
Além da edição da obra de Cervantes, "a um preço imbatível -- 10 euros" -, a editora prevê relançar os Cadernos D. Quixote, a partir de setembro, e reeditar obras de dois dos autores que estão desde o princípio com esta chancela: Maria Teresa Horta e Nuno Júdice.
Serão reeditados, segundo o `design` original, "Minha senhora de mim", de Maria Teresa Horta, em maio, e "Noção de poema" e "Crítica doméstica dos paralelepípedos", publicados pela primeira vez nos Caderno de Poesia da D.Quixote.
Referindo-se aos Cadernos D. Quixote, de que sairão 12 números, João Amaral considerou que "faz sentido" e referiu que esta coleção de ensaios é "oportuna aos caminhos do país e da Europa".
Afirmando pretender um "programa sério e continuado sem festas solenes e graves", João Amaral afirmou que a fundadora da editora, Snu Abecassis, falecida em 1980, "será devidamente lembrada, pois anda muito esquecida".
Independentemente de iniciativas de outras instituições, a D. Quixote prevê realizar vários projetos que homenageiem a sua fundadora.
Do plano comemorativo, está previsto, "assinalar nas livrarias, com o logótipo do cinquentenário [DQ50], os títulos da editora, e serão também levadas a cabo ações de promoção e ofertas exclusivas", em torno da efeméride.
Na Feira do Livro de Lisboa, que se realiza de 28 de maio a 14 de junho, as Publicações D. Quixote (PDQ) terão "um espaço próprio em que se apresentarão fotografias de época, documentos, etc.".
As PDQ contam ainda editar, em maio, o seu catálogo retrospetivo, cuja escolha de autores e títulos foi qualificada por João Amaral, como "incontornável".
Estão ainda previstas iniciativas como o ciclo de debates, "Dos livros aos filmes", a vida de autores a Portugal, nomeadamente Francis Fukuyama, que em maio vem receber o Prémio das Conferências do Estoril, pelo seu livro "Ordem política e decadência política".
O escritor israelita David Grossman também virá em junho a Portugal, para participar num festival internacional a realizar em julho pelo grupo LeYa, em parceria com a Câmara de Cascais.
No âmbito deste festival, a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras interpretará a peça "D. Quixote", de Georg Philipp Telemann, e os atores e alunos do Teatro Estúdio de Cascais apresentarão uma leitura encenada de "D. Quixote de la Mancha", de Cervantes.
Ainda nesta vila, e também em julho, um dos murais do Muraliza-Festival de Arte Urbana irá consagrar um dos murais aos 50 anos das PDQ e, no âmbito do Lumina Festival de Luz, também em julho, será apresentado o espetáculo multimédia "um livro luminoso".
Este conjunto de iniciativas encerra em abril do próximo ano com a edição de "Os Lusíadas" de Luis de Camões.
A escritura da empresa PDQ foi exarada em 25 de março de 1965, tendo iniciado a atividade em 01 de abril desse ano.