Quadro "The Splash", de Hockney, leiloado por 4,2 milhões de euros
O quadro "The Splash", de David Hockney, foi vendido quarta-feira, na leiloeira londrina Sotheby`s, por 4,2 milhões de euros, o preço mais elevado alguma vez pago por uma obra do artista.
Apesar de o quadro, pintado em 1966, quando o artista plástico britânico residia em Los Angeles, não ter alcançado o preço máximo estimado de 4,3 milhões de euros, ultrapassou largamente os 2,8 milhões de euros pagos por outra das suas obras, "A Neat Lawn", em Maio passado, num leilão em Nova Iorque.
"The Splash", considerado um dos quadros mais representativos do pintor, nascido em 1937, mostra, no seu típico estilo minimalista, o instante a seguir ao mergulho numa piscina.
O óleo, que nos últimos 20 anos esteve numa colecção privada na Califórnia, pertence a uma série de três, encontrando-se "A Bigger Splash" na galeria londrina Tate Modern e "A Little Splash" numa colecção particular.
No mesmo leilão, foi vendido, por 2,46 milhões de euros, "Portrait of John Deakin" (1963-64), de Lucian Freud (1922), um retrato do famoso fotógrafo da revista Vogue que, na década de 50, captou com a sua câmara a geração de artistas da Escola de Londres a que Freud pertencia.
Em contrapartida, ficou sem comprador o quadro do mesmo autor "After Breakfast" (2001), um nu de mulher reclinada executado no seu característico traço meticuloso e incisivo, que transmite simultaneamente intimidade e alienação.
"Tante Marianne" (1965), de Gerhard Richter, um retrato do próprio artista enquanto bebé, no regaço da sua jovem tia de 14 anos, inspirado numa fotografia, foi vendido por 3,1 milhões de euros, acima do preço estimado.
Esta obra, que estava numa colecção privada, adquiriu maior relevância depois de o autor alemão Juergen Schreiber ter revelado, na sua biografia do artista, que a tia Marianne foi uma das vítimas dos campos de concentração nazis.
No mesmo leilão da Sotheby`s, foi arrematado pelo montante recorde de 1,67 milhões de euros a obra "Sem Título" de Bridget Riley (1933), uma das artistas mais na moda na década de 60.
O quadro analisa a relação plástica entre o branco e o negro com uma série de linhas diagonais curvas e equidistantes.
Um retrato de Mick Jagger realizado em 1975 por Andy Warhol (1928-1987) foi vendido por 1,1 milhões de euros, sendo o seu valor estimado entre 580.000 e 875.000 euros.
Por cerca de 800.000 euros, acima do preço máximo estimado de 590.000 euros, foi vendida a obra de Jean-Michel Basquiat (1960-88) "Heaven".
Trata-se de uma composição a óleo, acrílico e madeira sobre a superfície de uma porta que o artista criou em homenagem a um dos seus ídolos de infância, o saxofonista Charlie Parker.