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Quatro coreografias de Rui Horta assinalam no Porto 30 anos de carreira

Quatro coreografias de Rui Horta assinalam no Porto 30 anos de carreira

O coreógrafo Rui Horta inicia quinta-feira no Teatro Carlos Alberto (TeCA) a apresentação no Porto de um ciclo de quatro coreografias que considera das mais representativas dos seus últimos anos de trabalho.

Agência LUSA /
O ciclo "não é uma antologia de três décadas de trabalho", frisa Rui Horta DR

Rui Horta frisou que este ciclo, que assinala os seus 30 anos de percurso (palavra que o bailarino, actor e coreógrafo prefere a carreira) na área das artes performativas, "não é uma antologia dessas três décadas de trabalho".

"O meu percurso nestas três décadas teve altos e baixos - sobretudo nos primeiros anos, em que havia muita ingenuidade - pelo que escolhi quatro trabalhos dos últimos anos, diferentes entre si, com os quais me identifico plenamente", disse Rui Horta.

Incluído na temporada do Teatro Nacional de S. João (TNSJ), o ciclo começa quinta-feira no TeCA com "Bones & Oceans" (até domingo), prosseguindo com "Pure Garden+Width+Nest" (Teatro Rivoli, dias 12 e 13), "Pixel" (TeCA, de 14 a 16) e termina com "Setup" (TeCA, de 19 a 22).

A coreografia "Bones & Oceans", criada em Regensburg, na Alemanha e estreada no Cine-Teatro Curvo Semedo, em Montemor-o-Novo, em Janeiro de 2004, é "um dueto solitário para homem e cão de metal" concebido para o bailarino Anton Skrzypiciel, que o apresentará no TECA.

O trabalho seguinte, o tríptico "Pure+With+Nest", para quatro bailarinas e quatro bailarinos, é uma co-produção entre a Companhia Instável, o Festival de Sintra, O Espaço do Tempo e a Culturporto e Câmara Municipal do Porto, estreada em Julho último no Centro Olga Cadaval, em Sintra.

Rui Horta define o terceiro trabalho do ciclo, a coreografia "Pixel", como "um objecto de geometria variável, um universo próprio, um infindável jogo para os sentidos".

Este trabalho, estreado em Setembro de 2001 no ACARTE - Centro de Arte Moderna, em Lisboa, tem como centro um ecrã de três por quatro metros que se move ao longo de um túnel de 17 metros, condicionando o horizonte do público, de forma a criar uma relação íntima com os espectadores.

"Setup", para três bailarinos (Nicola Carofiglio, Bruno Heynderickx e Anton Skrzypiciel), que encerra o ciclo, parte de uma pesquisa sobre a percepção no espaço teatral e a sua teia própria de mecanismos, para jogar na subversão da relação com o espectador.

Este trabalho de Rui Horta foi estreado no festival Danse à Aix, em Aix-en-Provence, França, em Julho de 2005.
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