Rafaela Schenkel, Tomás Azul e Joana Paraíso venceram 1.ª edição dos Prémios Cargaleiro

Rafaela Schenkel, Tomás Azul e Joana Paraíso venceram 1.ª edição dos Prémios Cargaleiro

Rafaela Monnerat Schenkel, Tomás Caleia Azul e Joana Paraíso são os vencedores da primeira edição dos prémios bienais criados em homenagem ao pintor e ceramista Manuel Cargaleiro, anunciou hoje a fundação criada pelo artista.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Prémios Cargaleiro

"Os Prémios Manuel Cargaleiro são a primeira iniciativa que marca um novo posicionamento estratégico da Fundação [Manuel Cargaleiro] no apoio à criação artística contemporânea. Mas, acima de tudo, afirmam uma premissa e uma convicção para todo o centenário: um legado, como o de Manuel Cargaleiro, permanece vivo quando inspira novas criações", afirmou, em comunicado enviado à agência Lusa, Gonçalo Garcia Magano, Diretor da Fundação Manuel Cargaleiro e curador da exposição.

A fundação inaugurou em Castelo Branco, no dia 18 de setembro, uma exposição coletiva que reúne os 20 finalistas da primeira edição destes prémios bienais, onde foram apresentadas ao público pela primeira vez, as obras selecionadas de entre as 267 candidaturas recebidas de todo o país e do estrangeiro, nas respetivas categorias.

Das 267 candidaturas recebidas saíram três vencedores: Rafaela Monnerat Schenkel (Prémio Investigação), Tomás Caleia Azul (Prémio Revelação) e Joana Paraíso (Prémio Cargaleiro).

No Prémio Investigação, categoria sem finalistas e cujo resultado apenas foi revelado na cerimónia, o júri distinguiu Rafaela Monnerat Schenkel.

O projeto premiado, dedicado aos vidrados de efeito na obra de Manuel Cargaleiro, incide sobre um domínio em que a técnica cerâmica e a investigação cromática do mestre se encontram.

O estudo deverá prosseguir a fim de ser publicado pela fundação e irá ser integrado nos fundos da Biblioteca da Fundação Manuel Cargaleiro, da Biblioteca da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL), da Biblioteca Municipal António Salvado e da Biblioteca D. Fernando de Almeida, ambas em Castelo Branco.

Já no Prémio Revelação, dirigido a estudantes do ensino superior artístico, venceu Tomás Caleia Azul, da Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto, com a obra Pentatonic Scale (2025), que lhe garante o financiamento integral da licenciatura de quatro anos.

O júri atribuiu ainda, nesta categoria, duas menções honrosas, cada uma com o financiamento de um ano letivo do respetivo ciclo de estudos: uma a Giulia Paz, com uma obra têxtil construída a partir do gesto de desfiar o tecido fio a fio; e outra a Mônica Lopes Nogueira, com um painel cerâmico que transpõe para o azulejo uma reflexão sobre a reprodução sucessiva da imagem digital.

No Prémio Cargaleiro, aberto a artistas de qualquer idade, nacionalidade ou percurso, a vencedora foi Joana Paraíso, natural de Barcelos, que recebe um prémio monetário de 5.000 euros.

A sua obra parte de um motivo geométrico da calçada portuguesa (um X inscrito num quadrado, identificado num percurso a pé no topo do Parque Eduardo VII) que congrega com o rosto de uma figura feminina a olhar por cima do ombro. Na linha das paisagens urbanas que atravessam a obra do Manuel Cargaleiro, a peça propõe uma reflexão sobre o modo como a mulher observa, habita e negoceia o espaço da cidade.

A exposição dos 20 finalistas permanece patente no Museu Cargaleiro, em Castelo Branco, até ao final de fevereiro de 2027, e segue depois em itinerância para a Oficina de Artes Manuel Cargaleiro, no Seixal.

Os Prémios Manuel Cargaleiro são uma iniciativa da Fundação Manuel Cargaleiro, em parceria com a FBAUL e a Câmara Municipal de Castelo Branco.

Instituídos em homenagem à vida e à obra do Mestre Manuel Cargaleiro (1927--2024), inscrevem-se no programa das Comemorações do Centenário do seu nascimento, que se prolonga até ao final de 2027.

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