Refrão de Incubus repetido pelo público com e sem a banda no primeiro dia do Super Rock
Sesimbra, 06 jul (Lusa) - O refrão do `hino` dos Incubus, Drive, ecoou hoje no festival de música Super Bock Super Rock (SBSR), perto de Sesimbra, com e sem o acompanhamento da banda norte-americana.
"Whatever tomorrow brings, I`ll be there. With open arms and open eyes. Whatever tomorrow brings, I`ll be there I`ll be there" (O que o amanhã trouxer, eu estarei lá. Com braços e olhos abertos. O que o amanhã trouxer, eu estarei lá, eu estarei lá), repetiam o cantor Brandon Boyd e o público.
Quando o vocalista se calou em cima do seu tapete persa vermelho, continuava o refrão entre a multidão, na qual muitos dos espetadores estavam longe dos 20 anos, tantos os que a banda celebrou em 2011.
Foi neste concerto que mais gente se juntou frente ao palco principal, porém, o espaço continuava a ser muito e a visibilidade só era dificultada pelas máquinas fotográficas e sobretudo pelos telemóveis levantados no ar para captarem todos os momentos.
"Lisbon, Lisbon" e "obrigada" eram saudados pelos fãs, tal como um pequeno excerto dos desenhos animados da Pantera Cor-de-Rosa.
A abertura dos 18 anos do festival começou de dia em português pelos Salto, Capitão Fausto e The Happy Mess.
No palco secundário, os Alabama Shakes eram liderados pela voz e guitarra de Brittany Howard e seguraram alguns até ao fim, mesmo quando a atuação dos Bloc Party ameaçava sobrepor-se.
Com voz forte à medida dos `blues`, a banda do sul dos Estados Unidos da América fez juz ao nome e `abanou` o público.
A despedida e os agradecimentos nesta estreia em palcos nacionais foram feitos ao ritmo da música e em sotaque sulista.
Mas no palco principal, já soava o sotaque britânico dos Bloc Party que esteve neste festival há cinco anos.
A par de novas músicas, o vocalista Kele Okereke e companhia revisitaram êxitos da sua história.
Em tom mais doce estava Natasha Khan, mais conhecida por Bat for Lashes, que foi desvendando o álbum por lançar, "The haunted man" no palco EDP.
Ao teclado ou com maraca numa das mãos, Natasha tentava "não dançar sozinha" e incitava o público que podia chegar facilmente junto à grade que faz a separação para o palco.
Ainda não tinha terminado Incubus no maior palco do recinto e o trio Battles já lembrava no mais pequeno que esta era a terceira atuação em Portugal, em menos de um ano, e como "era sempre bom".
Mais uma vez, ver o mais perto possível a banda era tarefa que não exigia qualquer esforço.
Caracterizados como grupo rock experimental, o som tocado ao vivo foi acompanhado por `samples` instrumentais e nomeadamente pela voz de Matias Aguayono no tema `ice-cream`.
O palco principal encerrou com a eletrónica dos Hot Chip, que ia fazendo dançar os poucos resistentes que ficaram até depois das três da manhã.