Cultura
Retirar Saramago das leituras obrigatórias é possibilidade "absolutamente técnica", diz o ministro da Educação
O ministro da Educação disse esta segunda-feira que a consulta pública sobre as aprendizagens essenciais, que inclui a possibilidade de retirar José Saramago das leituras obrigatórias no 12.º ano, "é absolutamente técnica". Fernando Alexandre vinca também que a decisão ainda não está fechada.
Em declarações aos jornalistas, o responsável pela pasta da Educação desvalorizou a polémica e salientou que a consulta pública que está a decorrer até 28 de abril "incide sobre as aprendizagens essenciais do Português, mas também da Matemática e todas as disciplinas", e que é apenas "uma primeira fase".
Vincou ainda que esta possibilidade de retirar o Nobel português das leituras obrigatórias "é absolutamente técnica" e reconheceu que José Saramago "é obviamente um escritor de referência" e que, "felizmente", Portugal tem "grandes escritores".
Fernando Alexandre pormenorizou que este "é o resultado de uma avaliação técnica que não entrará em vigor no próximo ano letivo", mas "apenas em 27/28".
"A seguir a esta revisão teremos uma revisão ainda mais profunda, em que vamos rever a matriz curricular e vamos, nomeadamente, ver o impacto das evoluções tecnológicas, nomeadamente a inteligência artificial", explicou.