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Retrospetiva do fotógrafo Cartier-Bresson abre hoje em Paris

Retrospetiva do fotógrafo Cartier-Bresson abre hoje em Paris

Paris, 12 fev (Lusa) - Uma década depois da morte do fotógrafo francês Henri Cartier-Bresson, uma nova retrospetiva que abre hoje em Paris mostra que há mais na sua vasta obra do que apenas "o momento decisivo", noticia a AFP.

Lusa /

Desde pinturas que criou ainda em adolescente a fotografias das suas viagens a África, os jogos dos franceses, o rescaldo da II Guerra Mundial e a morte de Mahatma Gandhi, a exposição no Centro Pompidou procura explorar outras dimensões da longa carreira do fotógrafo.

Membro fundador da agência de fotografia Magnum, Cartier-Bresson, que morreu em 2004 aos 95 anos, é reconhecido pelas suas imagens e conceito fotográfico.

"Há uma fração criativa de um segundo quando estás a tirar uma fotografia. O teu olho deve ver uma composição ou a expressão que a própria vida te oferece, e tu deves saber isso por intuição, quando clicas no botão da câmara", disse numa entrevista em 1957.

"Esse é o momento em que o fotógrafo é criativo? O momento! Quando o perdes, perde-lo para sempre", acrescentou.

Trabalhos famosos na retrospetiva incluem a imagem de 1932 de um rapaz atrás da estação de São Lázaro em Paris, com o seu reflexo capturado numa poça de água.

Outra fotografia tirada em Barcelona em 1933 mostra um homem corpulento com um chapéu passado por um edifício pontilhado com pequenas janelas, com um bando de crianças indisciplinadas a competir pela atenção do espetador em primeiro plano.

A frase "momento decisivo" foi usada como para o título em inglês do livro Cartier-Bresson 1952 intitulado "Images a la Sauvette" ("Imagens em fuga", na tradução livre").

O curador Clement Cheroux argumenta que o trabalho do fotógrafo não pode ser reduzida a esta única ideia, por mais importante que seja.

Cartier-Bresson foi "frequentemente apresentado como um homem de um único tipo de fotografia: a do ?momento decisivo`. Queremos demonstrar que havia vários Henri Cartier-Bressons", disse à AFP.

Henri Cartier-Bresson nasceu em 1908 em Chantaloupe, em França, e embora já desde rapaz fizesse fotografias, estudou primeiro pintura. Só aos 22 anos, enquanto convalescia de uma doença apanhada num safari em África, se dedicou a fundo à fotografia.

A exposição vai estar patente até 09 de junho.

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