Romance "A Profecia de João XXIII", de Paulo Loução, recupera a temática da Atlântida

O romance "A Profecia de João XXIII" recupera a temática da cidade Atlântida, sobre a qual Platão escreveu na obra "Crítias", disse à agência Lusa, o seu autor, Paulo Loução.

Lusa /

A obra é apresentada na quinta-feira, pelas 18:30, na Casa da Ti`Aninhas, em Guimarães, pelo catedrático da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto Jacinto Rodrigues, na sexta-feira, às 20:30, em Braga, no Espaço Cultural Callaeci Bracari, do departamento de Física da Universidade do Minho, Henrique Cachetas, e no sábado, no Porto, na Academia Acrópole, por José Antunes, professor de Culturas Antigas nesta instituição.

O escritor Paulo Loução definiu o romance "A Profecia de João XXIII" como "uma obra de ficção, que é narrada por uma divindade grega, o neto [do deus grego] Cronos, com traços de narrativa contemporânea, porque inclui várias histórias que são rematadas no final".

A ideia deste romance, explicou o autor à agência Lusa, partiu de um livro do jornalista Pierre Carpi, que dá conta de que, "numa reunião muito especial realizada na Turquia, Angelo Roncalli [que se tornou o papa João XXIII e foi canonizado no ano passado] num dos seus êxtases, proclamou a que seria a sua última profecia".

Esta profecia, prosseguiu Paulo Loução, diz "que irão ser encontrados uns rolos nos Açores, e que esses rolos darão uma nova visão à humanidade e que as coisas da Terra falarão das coisas do céu". "E é sobre isto, desenvolvendo outros temas, de que fala o romance".

O início do romance é a descoberta, por uma bióloga catalã, ao largo dos Açores, a centenas de metros de profundidade, da Atlântida, a cidade redonda que o filósofo Platão refere na sua obra "Crítias".

Paulo Loução estudou a figura de João XXIII, leu o seu diálogo, contou com um testemunho indireto de alguém que conheceu o papa, e aponta-o como "um grande humanista, que promoveu uma abertura da Igreja [Católica]".

A profecia, segundo Loução, afirma que a descoberta, nos Açores, "será o momento de renovação dos grandes cânones".

"Os rolos falarão de antigas civilizações que ensinarão aos homens coisas antigas que eles ignoram. A morte afastar-se-á e a dor será escassa", acrescentou.

Para a construção deste romance não são alheios os trabalhos do arqueólogo Nuno Ribeiro, que o autor afirmou estar a acompanhar, nomeadamente sobre umas pirâmides na ilha açoriana do Pico, e outras descobertas na ilha da Terceira, nomeadamente o sítio da Grota do Medo, sobre a qual Félix ribeiro fez uma datação de presença humana, 500 anos antes da chegada dos portugueses aquele arquipélago.

O navegador Diogo Silves é apontado como o primeiro europeu a aportar a uma ilha do arquipélago, em 1427.

Paulo Loução tem vários títulos publicados, maioritariamente na área da história simbólica de Portugal e das tradições ancestrais. Refira-se, entre outros, "Grandes Enigmas da História de Portugal", "Dinis -- O Rei Civilizador", "Os Templários na Formação de Portugal", "Dos Templários á Nova Demanda do Graal" e "Mozart e os Mistérios Iniciáticos".

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