Cultura
Rússia abre as portas a Gérard Depardieu
O Presidente Vladimir Putin abriu na quinta-feira as portas da Rússia a Gérard Depardieu, a quem ofereceu o passaporte russo, caso o actor pretenda levar avante a intenção de renunciar à nacionalidade francesa. Depardieu mudou-se para a Bélgica, onde decidiu assentar residência fiscal, como forma de protesto – e de fuga, já agora – contra a subida de impostos decretada pelo Governo de Hollande. A sua mansão em Paris foi entretanto posta à venda por mais de 50 milhões, o que mostra que, aos 64 anos, a estrela mais firme cinema francês está de malas aviadas.
A decisão de Depardieu – que causou mal-estar em alguns franceses – não é mais do que uma fuga declarada aos impostos de 75 por cento decretados pelo Presidente francês François Hollande para cidadãos com rendimentos milionários.
Em sua defesa, o actor lembra que ao longo da vida já pagou cerca de 150 milhões de euros ao fisco francês. Mas o primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault, falando sobre a decisão do ator de sair do país, disse tratar-se de um ato "miserável". Depardieu acolheu as palavras de Ayrault como um insulto, pondo desde logo a possibilidade de renunciar à nacionalidade francesa.
O Governo francês já fez saber que vai adoptar novas medidas que permitam ultrapassar o chumbo do Constitucional e ir adiante com o aumento da carga fiscal.
Entretanto, o Conselho Constitucional francês vetou esse imposto de 75 por cento sobre os rendimentos acima de um milhão de euros.
"Isso não muda nada", foi a reação de Depardieu a partir da localidade belga de Néchin, conhecida por dar guarida aos franceses mais abastados e que estão fartos dos impostos da França.
Agora, a AFP dá conta de um comunicado do Kremlin onde se assinala que "Vladimir Putin assinou um decreto concedendo cidadania russa ao francês".
No final do ano, já o Presidente Putin havia aberto as portas do país ao ator, declarando publicamente que, "se Gérard quiser ter uma autorização de residência ou um passaporte russo, o assunto será resolvido de maneira positiva".
Sabendo-se que anteriormente manifestou vontade de entregar o passaporte francês e mudar de nacionalidade, decisão que desencadeou forte polémica entre os franceses, a bola está agora do lado do ator.
Em sua defesa, o actor lembra que ao longo da vida já pagou cerca de 150 milhões de euros ao fisco francês. Mas o primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault, falando sobre a decisão do ator de sair do país, disse tratar-se de um ato "miserável". Depardieu acolheu as palavras de Ayrault como um insulto, pondo desde logo a possibilidade de renunciar à nacionalidade francesa.
O Governo francês já fez saber que vai adoptar novas medidas que permitam ultrapassar o chumbo do Constitucional e ir adiante com o aumento da carga fiscal.
Entretanto, o Conselho Constitucional francês vetou esse imposto de 75 por cento sobre os rendimentos acima de um milhão de euros.
"Isso não muda nada", foi a reação de Depardieu a partir da localidade belga de Néchin, conhecida por dar guarida aos franceses mais abastados e que estão fartos dos impostos da França.
Agora, a AFP dá conta de um comunicado do Kremlin onde se assinala que "Vladimir Putin assinou um decreto concedendo cidadania russa ao francês".
No final do ano, já o Presidente Putin havia aberto as portas do país ao ator, declarando publicamente que, "se Gérard quiser ter uma autorização de residência ou um passaporte russo, o assunto será resolvido de maneira positiva".
Sabendo-se que anteriormente manifestou vontade de entregar o passaporte francês e mudar de nacionalidade, decisão que desencadeou forte polémica entre os franceses, a bola está agora do lado do ator.