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Sam the Kid na Festa do Avante!

Sam the Kid na Festa do Avante!

A frase "o povo unido jamais será vencido" voltou a ouvir-se na Festa do Avante!, mas desta vez impulsionada pelo cantor português de hip-hop Sam The Kid numa música que é afinal um apelo à abstenção.

© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. /

Poucas horas antes do momento político mais importante da festa comunista, o comício do secretário-geral do PCP, Sam The Kid terminou a actuação no Palco 25 de Abril com o tema "Abstenção" em que manifesta a sua descrença em todos os partidos políticos.

Num dos concertos mais esperados pelos jovens que encheram o relvado frente ao palco, o público acompanhou com entusiasmo o tema, que começa e termina com uma gravação da palavra de ordem "o povo unido jamais será vencido".

Com menos visitantes que em anos anteriores, na 31ª edição da Festa do Avante!, que teve uma oferta musical da Roménia a Chicago e gastronómica do Algarve a Cabo Verde, a política não foi esquecida, com militantes a fazerem "inquéritos de qualidade" para saber a opinião das pessoas sobre a festa e sobre a situação política.

Depois de algumas perguntas sobre o melhor e o pior da Festa e sobre o estado da política nacional, perguntava-se ao visitante se admitia ser contactado pelo PCP, uma forma de "angariar" eventuais futuros "camaradas".

Além das habituais recordações com motivos revolucionários, desde Che Guevara a Lenine, e t-shirts e "pins" do PCP, este ano chamaram a atenção caricaturas em barro de Álvaro Cunhal, por 200 euros, e uma pouco católica e bem regada "Última Ceia", por 1.500 euros.

A polémica gerada em torno da ligação do PC Colombiano, representado na Festa do Avante!, às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), organização considerada terrorista pela União Europeia, foi desvalorizada pelos militantes que visitaram o "stand" daquele partido.

Um militante que na Guerra Colonial combateu na Guiné disse apoiar a luta das FARC "para pôr a riqueza do povo ao serviço do povo", lembrando que a organização só recentemente foi integrada na lista dos movimentos considerados terroristas pela União Europeia.

O ex-combatente frisou que nos tempos da Guerra Colonial também "movimentos como o MPLA, de Angola e a FRELIMO, de Moçambique" eram consideradas terroristas, e que "tudo depende de quem manda no mundo".

"Na América Latina, quando alguém se opõe aos Estados Unidos ou é considerado terrorista ou é ditador como o Hugo Chavez", afirmou.

Questionado pela Lusa, outro visitante afirmou que "o terrorismo está nos olhos de quem o vê", considerando que as FARC são uma "força de luta legítima" e quem é protegido por elas "não as sente como terroristas".

No stand do PC Colombiano não há qualquer alusão às FARC, havendo antes cartazes a condenar "o paramilitarismo e o terrorismo de Estado" na Colômbia, para além dos produtos tradicionais como o café e o "ron com miel".


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