Santuário de Fátima lança CD com cânticos marianos
O Santuário de Fátima lançou na peregrinação aniversaria de Outubro um CD com cânticos marianos, interpretado pelo coro da instituição, que integra algumas das músicas mais emblemáticas para os peregrinos.
A iniciativa "nasce agora como resposta a múltiplos pedidos de muita gente que nos visita de todo o mundo", refere o Santuário em comunicado, salientando que os CD+s irão estar à venda por 20 euros.
O coro, que canta músicas como o "Avé de Fátima", "Hino dos Pastorinhos", "Magnificat" ou o "Adeus de Fátima", é dirigido pelo sacerdote Artur Oliveira, responsável pela Secção de Música Sacra do Serviço de Pastoral Litúrgica do Santuário.
De acordo com este responsável, o coro da instituição começou a ganhar forma nos anos 60 apenas com vozes femininas, "recrutadas entre as religiosas e empregadas que serviam o Santuário" e vinte anos depois começou a incluir também homens.
"Somos um grupo, formado por voluntários na sua totalidade, que asseguram todas as celebrações principais dos fins-de-semana e das peregrinações aniversárias", refere o texto do CD, assinado por Artur Oliveira.
Além deste CD, o Santuário apresentou também um livro do vigário-geral da Diocese de Leiria-Fátima, Jorge Guarda, sobre "O carisma dos Pastorinhos de Fátima - a força de Deus na pequenez humana".
Segundo Jorge Guarda, este livro foi escrito na sequência da sua tese de mestrado na Universidade Gregoriana sobre o carisma dos Pastorinhos, onde procurou encontrar justificações teológicas para o milagre dos Videntes, que permitiu a sua beatificação.
"Após vários estudos, concluí que as crianças também podem ter virtudes heróicas", ao contrário do que chegou a defender o Vaticano, com Pio XI.
A questão de avaliar se as crianças podem ter "virtudes heróicas" - condição essencial para serem instrumentos divinos na realização de um milagre - foi algo polémico no seio da Igreja e o próprio Papa João Paulo II veio alterar a legislação canónica sobre esta matéria, possibilitando a beatificação de Jacinta e Francisco Marto.