Seguro apelou aos mecenas para apoiar Casa da Arquitetura em Matosinhos

Seguro apelou aos mecenas para apoiar Casa da Arquitetura em Matosinhos

O Presidente da República, António José Seguro, apelou em Matosinhos à responsabilidade social da riqueza como meio de promover e ajudar a arquitetura.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

António José Seguro falava no decorrer da cerimónia de doação do acervo do arquiteto Eduardo Souto de Moura à Casa da Arquitetura, que conheceu antes, numa visita às instalações situadas em Matosinhos.

"É fundamental que a cooperação de entidades privadas num projeto desta natureza seja visto como um dever, uma obrigação moral, um imperativo da nossa vida em sociedade. Esse apoio dos privados tornou possível, no passado, que as artes se desenvolvessem e que os autores e criadores tivessem oportunidade, com independência e liberdade, de obter reconhecimento, meios de subsistência e tempo, um bem precioso para os artistas e para todos nós", lembrou o Presidente da República.

Assinalando que "foi possível, com esse apoio, que se criassem museus, bibliotecas, escolas e fundações", assim se traduzindo "na devolução à comunidade de um bem que se tornou público e que tornou mais notável e digno de exemplo o nome dos seus empreendedores", o chefe de Estado disse acreditar que "este novo ciclo diretivo da Casa da Arquitetura, em Matosinhos, pode espelhar essa prática".

Sobre as necessidades de manutenção do acervo de Souto Moura, Seguro afirmou ser "um projeto que exige novos mecenas, que se juntarão, certamente, para cumprir este ciclo".

A Casa da Arquitetura formalizou hoje a doação do acervo de Eduardo Souto de Moura, um conjunto documental que abrange mais de quatro décadas de atividade do arquiteto e reúne documentação relativa a mais de 900 projetos, que passa assim a integrar definitivamente o acervo da Casa da Arquitetura, lê-se no comunicado.

A doação hoje formalizada assegura a permanência definitiva na Casa da Arquitetura do acervo de Eduardo Souto de Moura, Prémio Pritzker 2011, que se encontrava depositado na instituição desde 2019 e que abrange o período entre 1980 e 2026 e reúne documentação relativa a mais de 900 projetos, de diferentes tipologias, incluindo obra construída e não construída, acrescenta.

A documentação reúne cerca de 8.500 peças desenhadas, 22.000 peças fotográficas analógicas, 650 processos de documentação textual, 975 maquetes e 188 cadernos, além de centenas de revistas, painéis com composições de desenhos, o Relatório de Estágio original e fotografias originais utilizadas em exposições ao longo de mais de duas décadas.

O conjunto permite acompanhar diferentes momentos do processo de trabalho de Souto de Moura, desde os esquissos e desenhos iniciais aos desenhos técnicos, passando pela documentação fotográfica e por outros materiais associados às várias fases dos projetos.

Tópicos
PUB