Seis projetos portugueses nomeados para prémio de arquitetura Mies Van Der Rohe 2015

Caldas da Rainha, 20 nov (Lusa) - Seis projetos portugueses estão nomeados para a edição de 2015 do Prémio da União Europeia para a Arquitetura Contemporânea, galardão atribuído de dois em dois anos pela Comissão Europeia e pela Fundação Mies van der Rohe.

Lusa /

Os Edifícios Centrais do Parque Tecnológico de Óbidos, da autoria de Jorge Mealha, o Data Center da Portugal Telecom na Covilhã, de João Luís Carrilho da Graça, a Torre da Palma Wine Hotel, de João Mendes Ribeiro, o Centro de Alto Rendimento do Pocinho, de Álvaro Fernandes Andrade, a Escola Lima de Freitas em Setúbal, de Ricardo Carvalho e Joana Vilhena, e o Museu da Oliveira e do Azeite de Mirandela, de Manuel Graça Dias, são os projetos nacionais nomeados para o European Union Prize For Contemporary Architecture -- Mies Van Der Rohe Award 2015 (Prémio da União Europeia para a Arquitetura Contemporânea).

As nomeações foram divulgadas através dos próprios arquitetos, nas redes sociais ou através de comunicados à imprensa, depois de os autores terem sido informados por carta de que se encontrarem entre os candidatos ao prémio.

Contactada pela Lusa, a Fundação Mies van der Rohe adiantou que "a lista oficial dos nomeados só será divulgada a 10 de dezembro", depois de a organização do prémio "se certificar de que todos cumprem as condições".

Ainda segundo a fundação, "a lista dos finalistas e respetivos projetos deverá ser anunciada pelo júri na segunda semana de fevereiro".

O Prémio, instituído em 1987 pela Comissão Europeia e pela Fundação Mies van der Rohe, com sede em Barcelona, é considerado "um dos galardões de maior prestígio" na área da arquitetura, sublinha a fundação no seu sítio na internet.

Atribuído de dois em dois anos, o galardão pretende "valorizar projetos de excelência e inovação caracterizados por uma construção de elevada qualidade; reconhecer as melhores obras de arquitetura construídas na Europa nos últimos dois anos e sublinhar o papel desempenhado pelas atividades culturais enquanto motores de criatividade e inovação na Europa", pode ler-se na mesma página.

Os seis projetos portugueses foram selecionados pelo Conselho da Europa de Arquitetos (ACE) e pelas diversas associações de arquitetos nacionais e especialistas na área para serem apreciados por um júri que selecionará os projetos finalistas em todos os países membros.

Além do Prémio Mies van der Rohe, que valerá ao vencedor um prémio de 60 mil euros, o júri atribuirá ainda a Menção Especial Jovem Arquiteto, a que corresponde um prémio de 20 mil euros.

Os projetos finalistas serão ainda alvo de publicação num catálogo e participarão numa exposição itinerante para apresentação das obras selecionadas.

Os dois vencedores recebem também uma escultura que evoca o Pavilhão Mies van der Rohe, onde os prémios costumam ser entregues durante o mês de abril, estando, no entanto, a data de 2015 ainda por divulgar.

Concebido pelo arquiteto modernista alemão da Bauhaus, para a Feira Mundial de Barcelona de 1929, o pavilhão foi reconstruído na década de 1980, por ser considerado "uma das mais emblemáticas obras arquitetónicas do século XX" e, "em simultâneo, o símbolo da atribuição" do atual prémio, como adianta a pela Fundação Mies van der Rohe.

O edifício do Banco Borges e Irmão, em Vila do Conde, da autoria do arquiteto Álvaro Siza Vieira, foi o único projeto português a ser galardoado com o Prémio Mies van der Rohe, em 1988.

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