Série filatélica que celebra a "Questão Coimbrã" é emitida hoje
OS CTT-Correios de Portugal emitem hoje uma série filatélica que evoca a "Questão Coimbrã", que, há 150 anos, opôs os escritpres António Feliciano de Castilho e Antero de Quental e mobilizou o meio intelectual português.
A emissão filatélica, segundo os CTT, é composta por dois selos, ambos com um formato de 40X30,6mm, um com o valor facial de 0,45 euros, e uma tiragem de 155.000 exemplares, e outro selo com o valor facial de 0,55 euros e uma tiragem de 165.000 exemplares, tendo design a cargo do Atelier Bz.
O selo no valor de 0,45 reproduz o rosto de Feliciano de Castilho, segundo uma litografia coeva, e o outro, o de Antero de Quental.
O bloco filatélico é constituído por um selo, no valor de dois euros, reproduzindo uma imagem do grupo de intelectuais "Vencidos da Vida", do qual fazia parte, entre outros, Oliveira Martins, segundo uma fotografia de 1889, e tem uma tiragem de 40.000 exemplares.
A "Questão Coimbrã" foi como ficou conhecida uma das mais disputadas batalhas da segunda metade do século XIX, que opôs os escritores António Feliciano de Castilho e Antero de Quental, e se repercutiu numa guerra de opúsculos, artigos e folhetins.
O diferendo começou em 1865, quando Manuel Pinheiro Chagas, escritor protegido de Feliciano de Castilho, ridicularizou Antero de Quental e Teófilo Braga, ao considerar "tisanas filosóficas" os conceitos expressos por estes intelectuais de Coimbra, nos prefácios das suas obras.
"Bom senso e bom gosto" é o título de um opúsculo de Antero de Quental com que o poeta açoriano respondeu a considerações de Feliciano de Castilho sobre si e Teófilo Braga.
A "Questão Coimbrã" envolveu ainda personalidades como Ramalho Ortigão, Camilo Castelo Branco, Brito Aranha, Eduardo Vidal, entre outros.
Hoje realizam-se sessões de obliteração do 1.º dia em diversas estações de correios, nomeadmente na praça dos Restauradores, em Lisboa, na praça General Humberto Delgado, no Porto, na avenida Antero de Quental, em Ponta Delgada, na avenida Zarco, no Funchal, e na avenida Fernão de Magalhães, em Coimbra, segundo a mesma fonte.