Siza e Souto Moura em conferência que antecede inauguração do Museu Nadir Afonso
Chaves, Vila Real, 19 jun (Lusa) -- Os arquitetos Siza Vieira e Souto Moura, os dois "Pritzker" portugueses, juntam-se hoje, em Chaves, para uma conferência que antecede a inauguração oficial do Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso.
O espaço museológico, que foi projetado por Álvaro Siza Vieira e representa um investimento de 7,7 milhões de euros, é inaugurado no início do mês de julho, numa cerimónia para a qual foi convidado o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
É neste museu, que faz uma homenagem ao pintor Nadir Afonso, que se vai dar início ao ciclo de conferências "Chaves como destino".
Segundo anunciou o município, a primeira conferência decorre hoje e intitula-se "Museu Nadir Afonso: Elementos icónicos que o caracterizam - Nadir e Siza".
Além dos dois arquitetos, que conquistaram os prémios de arquitetura "Pritzker", a iniciativa contará com a participação de Carlos Magno, jornalista e presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social.
O segundo encontro realiza-se no dia 20 de agosto e tem como tema "Os castros no concelho de Chaves: a imponência da civilização pré-romana no concelho de Chaves", inserindo-se no programa da Festa dos Povos, e conta com a participação do professor Armando Coelho, da Universidade de Letras da Universidade do Porto, e do historiador local José Carvalho Martins.
As restantes conferências decorrerão até junho de 2017.
O presidente da Câmara de Chaves, António Cabeleira, já disse que o Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso colocará a cidade no roteiro mundial da arte contemporânea e será o "segundo ícone" de Chaves, depois da ponte romana construída há cerca de 2000 anos.
A exposição inaugural do espaço versa sobre a vida e a obra do pintor e arquiteto que nasceu em Chaves, chegou a trabalhar com os arquitetos Le Corbusier e Óscar Niemeyer, e morreu aos 93 anos.
O imóvel dispõe de salas de exposição, auditório, biblioteca, arquivo, espaços para o espólio do artista e um `atelier`, que estará disponível para acolher temporariamente artistas provenientes de todo o mundo.
As obras de construção do museu, situado numa das margens do rio Tâmega começaram em 2011.
Entre algumas questões que levaram à demora da finalização do projeto, o autarca destacou os "longos meses" que se esteve à espera da certificação energética do espaço, considerando que se tratou de uma "demora absolutamente inconcebível".