Sol da Caparica nunca esteve em causa apesar dos cortes de água em Almada, afirma organização

Sol da Caparica nunca esteve em causa apesar dos cortes de água em Almada, afirma organização

A organização do festival O Sol da Caparica garante que sempre teve condições para realizar o evento, mesmo com as baixas reservas de água nos últimos meses em Almada. Começa esta quinta-feira a 11ª edição, dedicada como sempre à música lusófona. Pappilon e Sara Correia são alguns dos estreantes.

Gonçalo Costa Martins - RTP Antena 1 / Adicionar como fonte informativa
António Antunes - RTP

"Para mim sempre foi claro que o festival tinha todas as condições para se realizar". É desta forma que André Sardet, promotor do festival, assegura que O Sol da Caparica nunca esteve em causa. Segundo informações que tem, o consumo de quatro dias do evento equivale a uma hora de consumo da Costa da Caparica. 

As reservas de água em Almada têm vindo a estabilizar no concelho, já sem cortes programados - o balanço de 12 de agosto estava fixado em 75% - mas, "de forma solidária", a organização reforçou as medidas de poupança de água. "Se já consumíamos muito pouco, então este ano estamos a consumir quase nada", defende André Sardet à RTP Antena 1.

A maioria das casas de banho são químicas, sem ligação à rede de água e cujos esgotos são depositados fora de Almada, e essa quantidade de sanitários amovíveis foi reforçada. Além disso, sublinha o festival, a louça dos restaurantes, dos artistas e da organização não é lavada no local, assim como a comida dos operadores de street food não é feita no festival - apenas finalizada, assegura. Outro exemplo: "todos os lastros de água que usamos para estruturas, pórticos, palcos, etc., foram cheios com água não potável, este ano cedida pela CP", diz André Sardet.

Questões de água à parte, o Parque Urbano da Costa da Caparica volta a receber, até 16 de agosto, uma jornada de música em português, vinda de Portugal, Angola, Brasil e São Tomé e Príncipe. Os Calema são uma banda em destaque, por regressarem ao festival depois de 2024 e por terem "muita gente em palco" e "cenicamente fantástico", descreve o promotor.
Gonçalo Costa Martins - RTP Antena 1

No cartaz, cabem os regressos de Nininho Vaz Maia, João Pedro Pais e Slow J, por exemplo, mas estreiam-se também Papillon e Sara Correia. Noutro palco, este ano, para ligar as novas gerações ao resto da música, a organização apostou em estrelas da internet, como Kiko is Hot, Dr Love e Más Influências. 

"É uma grande alteração que fizemos este ano, porque sentimos também que é preciso reaproximar as novas gerações dos grandes concertos de música portuguesa e dos grandes festivais", afirma, com a aposta em "artistas nacionais que estão na música, são DJs alguns, apresentam-se com espetáculos musicais, mas vêm também, sobretudo, do universo digital". Além deste palco reformulado, surge também nesta edição um palco para a dança. 
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