Teatro da Cidade estreia-se no Teatro do Bairro Alto com "Os Justos", de Camus

| Cultura

O grupo Teatro da Cidade estreia-se na quarta-feira, em Lisboa, levando à cena a peça "Os Justos", de Albert Camus, numa encenação coletiva, no Teatro do Bairro Alto, em Lisboa.

A apresentação do Teatro da Cidade, no palco habitual d`A Cornucópia, partiu de um convite deste grupo, liderado pelo encenador Luís Miguel Cintra, visando um acompanhamento artístico do trabalho daquele coletivo recentemente formado.

Em comunicado, A Cornucópia afirma: "No seguimento do contacto com um grupo de jovens atores recém-formados, mas que já há dois anos têm vindo a trabalhar regularmente no Teatro da Cornucópia, surgiu o desejo de acompanhamento artístico do trabalho por eles realizado".

"Assim não somente nos propusemos a apresentar o resultado da sua iniciativa, como procedemos a uma cedência deste espaço e da nossa estrutura" para o desenvolvimento do projeto, por forma "a viabilizar a possibilidade de criação de um grupo de jovens atores que desejam trabalhar em torno de um projeto comum", remata A Cornucópia.

No mesmo comunicado, o Teatro da Cidade afirma que surgiu "como sintoma de afinidades artísticas e pessoais".

O grupo foi constituído no ano passado por Bernardo Souto, Guilherme Gomes, João Reixa, Nídia Roque e Rita Cabaço, após terem terminado a licenciatura na Escola Superior de Teatro e Cinema, em Lisboa.

"Passado um ano, e com a consciência mais clara da identidade do grupo", estreia na quarta-feira "Os Justos", de Albert Camus, segundo tradução de António Quadros, com um elenco, que, além dos fundadores, inclui André Pardal e Ricardo Alas.

Para o Teatro da Cidade, a companhia de Luís Miguel Cintra e Cristina Reis "é não só uma importante referência, como tem um papel fundamental na formação deste grupo".

Quanto à escolha do texto "prende-se com a qualidade humanista do pensamento `camusiano`", afirma o Teatro da Cidade.

"O espetáculo surge assim como uma oportunidade para refletir a condição humana, ética e política. Servindo-nos das questões que Camus atribuiu a este grupo de revolucionários russos no início do século XX, espelhamos em corpos e vozes contemporâneos preocupações iminentes que não se limitam a um lugar ou uma data", afirma o Teatro da Cidade em comunicado.

Tal como a encenação também o cenário, os figurinos são uma criação coletiva, mas "com apoio da equipa do Teatro da Cornucópia", enquanto o desenho de luiz contou com o apoio de Rui Seabra

O espetáculo fica em cena até 10 de abril.

Tópicos:

Bernardo So Guilherme, Camus, Cintra, Cornucópia, Justos Camus, Reixa Nídia Roque,

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