Tom Zé mostra novo álbum em quatro concertos no Verão em Portugal
O músico brasileiro Tom Zé, que integrou nos anos 60 o movimento cultural "Tropicalismo", actua no Verão em quatro cidades portuguesas onde estreará temas do novo álbum, revelou a promotora à agência Lusa.
Um ano depois de uma passagem muito aplaudida pela crítica no Festival de Músicas do Mundo de Sines, Tom Zé regressa para uma curta série de concertos com início a 25 de Junho, nos Jardins do Palácio de Cristal, no Porto.
No dia 27 actua na Aula Magna, em Lisboa, no dia 29 em Loulé, no âmbito do Festivalmed - Festival do Mediterrâneo, que a cidade algarvia acolhe este Verão, e a 01 de Julho no Teatro Municipal da Guarda.
Esta poderá ser uma oportunidade de conhecer ao vivo as músicas do álbum "Estudando o pagode - na opereta segrega mulher e amor", que acaba de sair no Brasil.
Com arranjos de Jair Oliveira e participação de Luciana Mello, Zélia Duncan ou Patrícia Marx, o álbum dispersa-se nas múltiplas referências musicais ao rock, à bossa nova e à música tradicional brasileira, mas é também um manifesto em defesa do samba e do pagode.
A temática gira em torno da discriminação e do preconceito contra as mulheres, com Tom Zé a assinar novamente letras como se fossem mensagens e alertas urgentes para o mundo.
Irreverente, experimentalista e com um espírito de militância na música, Tom Zé, de 68 anos, foi redescoberto há alguns anos por David Byrne, depois de um longo afastamento da cena musical brasileira.
Participante do movimento do tropicalismo, Tom Zé nunca atingiu um estatuto de celebridade como Gilberto Gil ou Caetano Veloso, mas nos últimos anos a sua música tem sido valorizada, sobretudo na Europa, e redescoberta por novas gerações de públicos brasileiros.
"Imprensa Cantada", "Com Defeito de Fabricação", editado pela Luaka Bop de David Byrne, e "The Hips of Tradition" são alguns dos registos mais recentes de Tom Zé, aos quais se juntam, por exemplo, "Estudando o Samba", de 1972, e "Nave Maria" (1984).