Cultura
Tribeca Lisboa muda-se para a Avenida da Liberdade
O cinema São Jorge, o Tivoli e o Capitólio em Lisboa recebem este ano o Tribeca, o festival de cinema fundado por Robert de Niro em Nova Iorque. Alec Baldwin, Katie Holmes e Edward Burns está entre as estrelas internacionais que vão marcar presença em dezembro na 3ª edição do Festival de Cinema Tribeca Lisboa.
O Tribeca Lisboa vai realizar-se de 9 a 13 de dezembro, na Avenida da Liberdade. A programação prevê para lá do cinema, novos formatos de conversa, humor, música e performances ao vivo.
Reportagem de Margarida Vaz
Reportagem de Margarida Vaz
“O Tribeca não é um festival para as elites, é um festival para todas as pessoas”, afirma Francisco Pedro Balsemão
Tribeca Lisboa aposta na qualidade, no talento português e na internacionalização
O Tribeca Lisboa prepara uma nova edição com uma ambição reforçada: afirmar o festival no centro da cidade, aproximá-lo de novos públicos e continuar a promover, em Portugal e no estrangeiro, o melhor talento nacional. Para Francisco Pedro Balsemão, CEO do Grupo Impresa, a mudança para a Avenida da Liberdade representa “um salto qualitativo” na história do evento.
“Desde a primeira edição, o nosso objetivo foi promover aquilo que se faz melhor em Portugal, lá fora, no estrangeiro, e, também, trazer do estrangeiro bons conteúdos e bom talento a que, de outra forma, não teríamos acesso”, acrescenta.
Tribeca muda-se para a Avenida da Liberdade
Depois de duas edições no Beato Innovation District, o festival muda-se para a Avenida da Liberdade, para espaços como o Cinema São Jorge, Tivoli e o Capitólio. A nova localização, em plena época natalícia, deverá contribuir para aproximar o evento de um público mais vasto.
“Este não é um festival para as elites, é um festival para todas as pessoas que queiram aceder a bom cinema, bom entretenimento, boa música e bom humor”, sublinha Francisco Pedro Balsemão.
“É o momento certo para darmos este salto qualitativo.” A mudança de localização acompanha uma evolução da programação e da curadoria. “Os formatos mantêm-se, mas são melhores. A curadoria é sempre o nosso principal objetivo: a qualidade do festival”, explica.
Francisco Pedro Balsemão da direção do Festival Tribeca Lisboa admite, contudo, que a organização mantém uma postura de exigência permanente. “Somos sempre muito exigentes e nunca estamos satisfeitos. Somos eternos insatisfeitos em relação àquilo que estamos a fazer, não só no Tribeca, mas também no Grupo Impresa.” A expectativa para a edição de 2026 é, por isso, elevada.
Estrelas internacionais e talento português
A presença de grandes nomes internacionais continua a ser uma das marcas do festival. Depois de figuras como Robert De Niro e Whoopi Goldberg, na primeira edição, e Kim Cattrall e Meg Ryan, na segunda, este ano estão anunciadas outras estrelas, entre as quais Alec Baldwin, Edward Burns e Katie Holmes.
Mas Francisco Pedro Balsemão destaca igualmente a presença de criadores portugueses. “Dá-me muito gozo o facto de estarmos aqui hoje rodeados dos criadores e do talento nacional, de grandes realizadores e grandes atores portugueses.”
Para o responsável, esta dimensão é particularmente importante porque permite ao festival contribuir para a projeção internacional da produção portuguesa.
“O facto de podermos contribuir para que o talento que existe em Portugal tenha a oportunidade de ser exibido e merecidamente conhecido lá fora dá-nos particular satisfação”, afirma.
Ouça aqui a entrevista com Francisco Pedro Balsemão
“Uma coisa fora da caixa”
Tribeca Lisboa aposta na qualidade, no talento português e na internacionalização
O Tribeca Lisboa prepara uma nova edição com uma ambição reforçada: afirmar o festival no centro da cidade, aproximá-lo de novos públicos e continuar a promover, em Portugal e no estrangeiro, o melhor talento nacional. Para Francisco Pedro Balsemão, CEO do Grupo Impresa, a mudança para a Avenida da Liberdade representa “um salto qualitativo” na história do evento.
“Desde a primeira edição, o nosso objetivo foi promover aquilo que se faz melhor em Portugal, lá fora, no estrangeiro, e, também, trazer do estrangeiro bons conteúdos e bom talento a que, de outra forma, não teríamos acesso”, acrescenta.
Tribeca muda-se para a Avenida da Liberdade
Depois de duas edições no Beato Innovation District, o festival muda-se para a Avenida da Liberdade, para espaços como o Cinema São Jorge, Tivoli e o Capitólio. A nova localização, em plena época natalícia, deverá contribuir para aproximar o evento de um público mais vasto.
“Este não é um festival para as elites, é um festival para todas as pessoas que queiram aceder a bom cinema, bom entretenimento, boa música e bom humor”, sublinha Francisco Pedro Balsemão.
“É o momento certo para darmos este salto qualitativo.” A mudança de localização acompanha uma evolução da programação e da curadoria. “Os formatos mantêm-se, mas são melhores. A curadoria é sempre o nosso principal objetivo: a qualidade do festival”, explica.
Francisco Pedro Balsemão da direção do Festival Tribeca Lisboa admite, contudo, que a organização mantém uma postura de exigência permanente. “Somos sempre muito exigentes e nunca estamos satisfeitos. Somos eternos insatisfeitos em relação àquilo que estamos a fazer, não só no Tribeca, mas também no Grupo Impresa.” A expectativa para a edição de 2026 é, por isso, elevada.
Estrelas internacionais e talento português
A presença de grandes nomes internacionais continua a ser uma das marcas do festival. Depois de figuras como Robert De Niro e Whoopi Goldberg, na primeira edição, e Kim Cattrall e Meg Ryan, na segunda, este ano estão anunciadas outras estrelas, entre as quais Alec Baldwin, Edward Burns e Katie Holmes.
Mas Francisco Pedro Balsemão destaca igualmente a presença de criadores portugueses. “Dá-me muito gozo o facto de estarmos aqui hoje rodeados dos criadores e do talento nacional, de grandes realizadores e grandes atores portugueses.”
Para o responsável, esta dimensão é particularmente importante porque permite ao festival contribuir para a projeção internacional da produção portuguesa.
“O facto de podermos contribuir para que o talento que existe em Portugal tenha a oportunidade de ser exibido e merecidamente conhecido lá fora dá-nos particular satisfação”, afirma.
Ouça aqui a entrevista com Francisco Pedro Balsemão
“Uma coisa fora da caixa”
A programação inclui cinema, conversas, podcasts, entretenimento e música. Entre os momentos que mais despertam a atenção de Francisco Pedro Balsemão está o concerto dos Molinex associado aos 100 anos de Metrópolis, de Fritz Lang.
“Acho muito interessante, e uma coisa fora da caixa, o concerto dos Molinex a propósito dos 100 anos do filme ‘Metrópolis’, de Fritz Lang. É uma coisa fora de série. Não me lembro de ver algo assim no nosso país.”
O responsável destaca ainda outros filmes presentes no programa e considera que o crescimento do festival se traduz sobretudo na diversidade e qualidade da oferta.
“Nunca é uma questão de quantidade, é de qualidade”
“Acho muito interessante, e uma coisa fora da caixa, o concerto dos Molinex a propósito dos 100 anos do filme ‘Metrópolis’, de Fritz Lang. É uma coisa fora de série. Não me lembro de ver algo assim no nosso país.”
O responsável destaca ainda outros filmes presentes no programa e considera que o crescimento do festival se traduz sobretudo na diversidade e qualidade da oferta.
“Nunca é uma questão de quantidade, é de qualidade”
A expansão para cinco dias de programação não representa, garante, uma mudança de prioridade.
“Não é uma questão de quantidade. É, obviamente, uma questão de qualidade. Acima de tudo, o número de dias não é o mais importante para nós. É a qualidade.”
Essa qualidade mede-se, explica, pelos conteúdos e pelos parceiros envolvidos na organização. “Mede-se através daquilo que são os conteúdos que temos disponíveis, mas também de quem são os nossos parceiros”, entre os quais destaca Rui Pedro Tendinha, Gustavo de Carvalho e Cara, curadora do festival em Nova Iorque, além da área dos podcasts. “Quanto mais o festival vai avançando, mais temos essa possibilidade de escolher entre muitos conteúdos diferentes.”
Um festival para descobrir em dezembro
A realização do evento em dezembro pretende ainda beneficiar do movimento da cidade durante a época natalícia e captar pessoas que habitualmente não frequentam festivais de cinema.
“Além das pessoas que temos todos os anos, que são cinéfilos, temos pessoas que se calhar podem não ter tanto conhecimento do que se está a passar e deparam-se com o festival e, pela sua curiosidade, podem ir ver um filme ou assistir a uma conversa ou a um podcast.”
A ambição passa, assim, por consolidar o Tribeca Lisboa como um espaço de encontro entre o público, o cinema, o talento português e as grandes figuras internacionais, mantendo a qualidade como principal critério da programação.
“Não é uma questão de quantidade. É, obviamente, uma questão de qualidade. Acima de tudo, o número de dias não é o mais importante para nós. É a qualidade.”
Essa qualidade mede-se, explica, pelos conteúdos e pelos parceiros envolvidos na organização. “Mede-se através daquilo que são os conteúdos que temos disponíveis, mas também de quem são os nossos parceiros”, entre os quais destaca Rui Pedro Tendinha, Gustavo de Carvalho e Cara, curadora do festival em Nova Iorque, além da área dos podcasts. “Quanto mais o festival vai avançando, mais temos essa possibilidade de escolher entre muitos conteúdos diferentes.”
Um festival para descobrir em dezembro
A realização do evento em dezembro pretende ainda beneficiar do movimento da cidade durante a época natalícia e captar pessoas que habitualmente não frequentam festivais de cinema.
“Além das pessoas que temos todos os anos, que são cinéfilos, temos pessoas que se calhar podem não ter tanto conhecimento do que se está a passar e deparam-se com o festival e, pela sua curiosidade, podem ir ver um filme ou assistir a uma conversa ou a um podcast.”
A ambição passa, assim, por consolidar o Tribeca Lisboa como um espaço de encontro entre o público, o cinema, o talento português e as grandes figuras internacionais, mantendo a qualidade como principal critério da programação.