U2 fecham hoje digressão europeia de Vertigo em Lisboa

O grupo U2 encerra hoje a etapa europeia da digressão "Vertigo" com um concerto em Lisboa que junta 52 mil espectadores e no qual faltarão os britânicos Keane, que deveriam tocar na primeira parte, por doença do vocalista.

Agência LUSA /
Antes do concerto, os U2 vão ser condecorados pelo Presidente da República EPA

A banda irlandesa vai actuar perante 52 mil pessoas, num concerto há muito esgotado e que se adivinha como um dos acontecimentos musicais deste ano.

As portas do Estádio Alvalade XXI abrem às 17:00 e os U2 entram em cena às 21:45, depois da actuação dos britânicos Kaiser Chiefs.

Os Keane deveriam actuar antes dos Kaiser Chiefs, mas o grupo cancelou sábado o concerto em Alvalade por doença do vocalista da banda.

No seu "site" na Internet, a banda, que em Março esgotou o Coliseu de Lisboa com a apresentação do primeiro álbum, "Hopes and Fears", informa os fãs que o vocalista Tom Chaplin tem uma infecção na garganta.

Os músicos pedem desculpas aos fãs por não poderem tocar com os U2 em Lisboa, cidade que consideram um dos seus "lugares preferidos no planeta".

Os britânicos Kaiser Chiefs estreiam-se hoje em Alvalade e integram na próxima semana o Festival Paredes de Coura, no Minho.

O palco que vai receber os U2 em Alvalade começou a ser montado na quinta-feira e muitos fãs que vão assistir ao concerto estão já acampados no exterior do estádio.

Seis horas antes de subirem ao palco do Estádio Alvalade XXI os quatro músicos da banda irlandesa - Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Muller - vão ser condecorados pelo Presidente República, Jorge Sampaio com a Ordem da Liberdade pelo trabalho e emprenho em causas humanitárias.

Depois disso, o Presidente da República também irá assistir ao concerto, o quarto espectáculo dos U2 em Portugal, depois de actuações em Vilar de Mouros (1982) e no Estádio de Alvalade (1993 e 1997).

A digressão "Vertigo" começou a 28 de Março em San Diego, nos Estados Unidos, e estendeu-se à Europa a 10 de Junho, com um concerto em Bruxelas.

A banda deu já 32 espectáculos em palcos europeus, a maioria esgotados poucas horas depois dos bilhetes terem sido colocados à venda.

Depois de Lisboa, a banda faz uma pausa de um mês e regressa à estrada em Setembro para outros 50 concertos nos Estados Unidos.

Em todos os concertos da "Vertigo Tour", os U2 terão actuado perante mais de três milhões de pessoas.

Ao contrário das anteriores digressões, onde se destacava o aparato cénico e visual, como na "Zooropa Tour" e na "Popmart Tour", o objectivo da "Vertigo Tour" é centrar as atenções nos quatro elementos da banda, tal como era no início, há quase trinta anos, e criar momentos de intimidade com o público.

A banda deverá manter o alinhamento de outros concertos na Europa, abrindo com "Vertigo", o primeiro tema retirado do álbum "How to dismantle an atomic bomb", que dá o mote para a digressão.

Apesar do título remeter de imediato para o terrorismo, no contexto dos recentes atentados bombistas ou no da intervenção militar dos Estados Unidos no Iraque, as canções da banda evocam sobretudo uma atmosfera pessoal e familiar.

A par dos temas novos, a banda propõe-se revisitar o passado e talvez regresse a temas como "11 O+Clock Tick Tock", o seu primeiro single, editado pela Island Records, "I Will Follow" ou "Electric Co".

Haverá ainda temas incontornáveis, "hinos" da banda que Bono tem aproveitado para mostrar a vertente política e falar da actualidade, como "Pride in the name of love", "Sunday Bloody Sunday" ou "One".

É neste tema, retirado do álbum "Achtung Baby", que os clubes de fãs portugueses dos U2 querem fazer um cordão humano pela paz, pondo a audiência com as mãos dadas no ar durante toda a canção.

Hoje, no Estádio Alvalade XXI deverão estar pelo menos duas gerações de fãs, pais e filhos, que não se importaram de esperar longas horas, dormir ao relento e pagar entre 54 e 100,50 euros, sem contar com os camarotes, para poder assistir a um concerto daquela que muitos apelidam de maior banda do mundo.

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