Uma livraria que é uma forma de vida
Porto, 02 abr (Lusa) -- Escondida numa transversal da Avenida da Boavista, a livraria infantil Salta Folhinhas sobrevive ao passar dos anos e à crise económica, num compromisso de cumplicidade entre o livro e os mais pequeninos da família.
Já lá vão seis anos (quase sete) desde que Teresa Cunha viu surgir no chão da sua casa o nome para a livraria que seria o seu projeto pós-maternidade a tempo inteiro. Deitada de costas com os filhos, ouviu o do meio batizar a sua nova aventura de Salta Folhinhas, numa referência à raposa Salta Pocinhas, de "O Romance da Raposa", obra de Aquilino Ribeiro.
A dona da livraria infantil do número 50 da Rua de António Patrício, engenheira eletrotécnica de formação, decidiu trilhar o seu percurso no mundo dos livros depois de ter estado sete anos em casa a cuidar dos três filhos e dos sobrinhos.