Universidades de Portugal e Espanha em palco na 16ª edição do FATAL
Lisboa, 20 abr (Lusa) - A 16.ª edição do Festival Anual de Teatro Académico de Lisboa (FATAL) vai reunir perto de duas dezenas de grupos, de universidades portuguesas e espanholas, a partir de quarta-feira, em representações em vários espaços da cidade Lisboa.
Trás-os-Montes e Alto Douro, Porto, Viseu, Coimbra, Lisboa, Évora e Algarve, em Portugal, e Vigo, Catalunha e Corunha, em Espanha, são os locais de origem dos grupos de teatro, que sobem aos palcos do FATAL 2015, a decorrer até 16 de maio.
A edição deste ano conta também com um café-teatro, em homenagem ao professor José Barata-Moura, filósofo, músico e cantor, que fundou o festival, em 2000, enquanto reitor da Universidade de Lisboa. Tertúlias e `workshops` completam o cartaz da edição deste ano do FATAL.
As peças em cartaz estão divididas em três categorias - Competição, "Mais FATAL" e "FATAL Convida" - e por nove locais diferentes de atuação, das salas do Teatro do Bairro, da Comuna e do Estúdio Mário Viegas, ao Palácio Burnay, em Alcântara, passando pelas instalações das faculdades de Direito, Letras e Farmácia, e ainda pela Reitoria da Universidade de Lisboa e pelo auditório do Refeitório I dos Serviços de Ação Social da Universidade de Lisboa (SASUL), conhecidos por Cantina Velha.
As 11 peças em competição, encenadas por diferentes grupos, serão apresentadas no Teatro do Bairro, no Teatro Estúdio-Mário Viegas e no Palácio Burnay, de 27 de abril a 13 de maio.
Entram nesta competição o Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra (CITAC) e o Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra (TEUC), o arTEC e o GTL, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, o Grupo de Teatro do Instituto Superior Técnico(GTIST), o Teatro da Academia da Universidade de Viseu, o Noster, da Universidade Católica de Lisboa, o Sin-Cera, da Universidade do Algarve, as formações do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa - Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE/IUL) e da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, assim como o Teatro Universitário do Porto (TUP).
Mia Couto, Franz Xaver Kroetz, José Martins Garcia, Raquel S., Alejandro Jodorowsky, Sófocles e Aristófanes são alguns autores encenados, a par de peças de criação própria dos grupos de teatro.
Na categoria "Mais FATAl" vão apresentar-se grupos das faculdades de Farmácia, de Ciências e de Psicologia, da Universidade de Lisboa, e ainda da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, que interpretam textos de Almada Negreiros, Dimitris Dimitriádis, Telma Costa e A.branco.
Os espetáculos "Mais FATAL" realizam-se de 04 a 12 de maio, no auditório da Cantina Velha e na Faculdade de Farmácia.
Da próxima quarta-feira a 09 de maio, a secção "FATAL Convida" recebe representações dos grupos da Universidade de Vigo, no Teatro do Bairro, e ainda da Universidade da Corunha e da Politécnica da Catalunha, que vão atuar na Cantina Velha.
O "FATAL Convida" abre na quarta-feira, com a adaptação para cena do argumento de "Cãos Danados"/"Reservoir Dogs", filme do norte-americano Quentin Tarantino, adaptado pelo humorista e apresentador português Luís Filipe Borges, com encenação de Pedro Wilson.
A peça vai ser interpretada pelos antigos alunos do Cénico de Direito, da Universidade de Lisboa, no Teatro da Comuna, quarta e quinta-feira, 22 e 23 de abril, pelas 21:30.
Esta 16.ª edição do FATAL conta ainda com um debate sobre os "limites de expressão" e uma representação de "A boa alma de Sé-Chuão", do dramaturgo alemão Bertolt Brecht, pelo Teatro Universitário de Lisboa, na escadaria do anfiteatro 3 da Faculdade de Letras, na próxima quinta-feira, além de três `workshops`, sobre escrita, cenografia e voz e movimento, que se realizam de 08 a 15 de maio.
O FATAL vai ainda promover um `workshop` de fotografia de teatro, organizado pelo Movimento de Expressão Fotográfica, com o objetivo de fazer uma cobertura do festival.