Viana do Castelo vai acolher 1º Festival Anti-Pop
Milhares de fãs de "tecno", "house" e outros estilos de música electrónica de dança vão reunir-se domingo e segunda-feira em Viana do Castelo, no 1º Anti-Pop Music Festival.
O evento é promovido pela Ofir Produções, que promete "duas longas noites consecutivas de música", desde o pôr do sol até às nove da manha, com alguns dos "mais aclamados artistas" do género, oriundos da Alemanha e outros países, e os "melhores DJ`s" portugueses.
"Não temos nada contra a música pop, mas quisemos demarcar-nos dos outros festivais e fazer uma coisa mais `underground` e menos comercial", disse hoje à Agencia Lusa Raul Duro, responsável da Ofir Produções.
O cartaz inclui, nomeadamente, os dinamarqueses Trentemoller, o canadiano Tiga, o francês Vitalic e os alemães Booka Shade, Michael Mayer e Tiger Skin.
Entre os portugueses figuram Rui Vargas, Pedro Ricciardi, Tó Ricciardi, Freshkitos, Miguel Rendeiro e a banda de reggae "Souls of Fire", de Leça da Palmeira, que abrirá o festival.
Este inédito festival decorrerá junto ao Forte de Santiago da Barra, num recinto com capacidade para cerca de cinco mil pessoas.
Segundo Raul Duro, a média de idades do público esperado em Viana do Castelo (ou "Vi Ana no Castelo", como escrevem os promotores) ronda os 25 anos.
Além da música, haverá uma "Feira Hippy", com cartomantes, artesanato e tendas onde se fazem "piercings" e tatuagens.
Os Rolling Stones tocam na véspera no Estádio do Dragão, no Porto, e no dia 14 começa o Festival de Paredes de Coura, mas a Ofir Produções não teme a concorrência.
"Já vendemos mais de metade dos bilhetes e o espaço também não dá para muita gente", disse Raul Duro.