Viena fecha museus e corta na cultura devido a medidas de austeridade

Entre as instituições afetadas estão espaços dedicados a compositores célebres como Franz Schubert, Johann Strauss e Joseph Haydn - inclusive a casa onde Schubert morreu e o apartamento de Strauss - que serão fechados por até dois anos para reduzir custos.

RTP /
Foto: Emmanuele Contini - NurPhoto via AFP

A cidade de Viena, na Áustria, conhecida mundialmente como um dos polos históricos da música clássica e da cultura europeia, anunciou o encerramento temporário de vários museus e a redução dos horários de visita como parte de um plano de contenção orçamental destinado a cumprir metas de redução da despesa pública.

Estas medidas integram um pacote mais amplo de austeridade que também inclui um aumento de quase 30 por cento no preço de alguns bilhetes de transportes públicos na capital austríaca.

“Todos nós temos de economizar, essa é a realidade em que vivemos”, afirmou Matti Bunzl, diretor do Museu de Viena, um dos mais históricos da capital, segundo o britânico The Guardian.O orçamento cultural da cidade diminuiu de 29,7 milhões de euros em 2025 para 28,4 milhões em 2026, com previstos cortes adicionais em 2027.

A decisão causou controvérsia local, com o partido de direita Freedom Party (FPÖ) a criticar o facto de o orçamento para o evento cultural de destaque Wiener Festwochen- festival de Viena celebrado anualmente, entre os meses de maio e junho- ter sido mantido enquanto outras instituições culturais enfrentam cortes.

Enquanto alguns museus menores são afetados com encerramentos completos, outros espaços, como o Prater Museum, Hermès Villa e diversas instalações de Otto Wagner- um dos arquitetos mais influentes da Áustria-, irão manter atividades, mas com horários mais reduzidos.A situação vivida em Viena pode refletir um dilema comum a várias capitais europeias, incluindo Lisboa: como preservar a oferta cultural e o património histórico num contexto de contenção da despesa pública e exigências de disciplina orçamental.

Viena ganhou destaque como capital cultural europeia na era barroca e no final do século XIX, acolhendo compositores como Mozart e Beethoven e pintores como Gustav Klimt e Egon Schiele.

PUB