"A austeridade vai continuar se não houver eleições antecipadas", diz Ana Avoila

A coordenadora da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública, Ana Avoila, acredita que o Governo não vai parar de exigir a redução do número de funcionários públicos e que a austeridade não vai parar.

Sandra Henriques /

Foto: André Kosters/Lusa

O Público noticiou que os serviços do Estado receberam indicações informais para que cortem em 12 por cento o número de trabalhadores através do mecanismo da requalificação, que é a antiga mobilidade especial. Os dirigentes de organismos públicos receberam esta orientação no âmbito da preparação do Orçamento do Estado para 2015, que vai ser apresentado no dia 15 de outubro.

Ouvida pela Antena 1, Ana Avoila acusa o Executivo de colocar “as funções sociais do Estado num canto”. “Cada vez há menos gente na Educação, há menos Segurança Social, com menos pensões, há menos Saúde, com gente que não consegue ir aos hospitais porque não dão resposta”, aponta a dirigente da Frente Comum.

“Hoje são 12 por cento da administração pública. Amanhã serão mais não sei quantos do privado, e isto depois de ter acabado o programa de assistência financeira é um indicador de que as coisas não vão parar, de que a austeridade vai continuar. Se não houver eleições antecipadas ou se não houver uma rutura com esta política que altere rapidamente isto o nosso país está numa situação cada vez mais complicada”, alerta.
PUB